Acidente no Morro Boa Esperança era de difícil previsibilidade

Em nota técnica emergencial, Departamento de Recursos Minerais afirma que, devido a diversos fatores, magnitude da ruptura do maciço era impossível de ser prevista
 

O Departamento de Recursos Minerais (DRM), órgão ligado à Secretaria de Estado da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, elaborou uma nota técnica emergencial sobre o acidente geológico que aconteceu na madrugada de sábado (10/11), no Morro Boa Esperança, em Niterói. De acordo com a avaliação preliminar, devido às características do local, a magnitude do acidente, incluindo a ruptura do maciço, era de difícil previsibilidade, pois, no local, foi constatada uma combinação de fraturas na rocha com infiltrações no solo e a pressão da água de chuvas anteriores.

Os técnicos verificaram que se desenvolveu uma superfície de ruptura na porção de solo que suportava o bloco rochoso que desmoronou. Aproximadamente 20 mil toneladas de material se desprenderam, carregando tudo o que havia nas proximidades.

De acordo com a nota do DRM, no dia da avaliação (dia do acidente), a área ainda se encontrava em risco porque “o maciço não entrou em equilíbrio e existem blocos rochosos individualizados em condição instável”.

O departamento orienta que a Defesa Civil de Niterói mantenha a interdição das moradias do entorno até nova avaliação. O órgão municipal também deverá ficar responsável pelo monitoramento da evolução de trincas existentes e o aparecimento de novas. Além disso, o DRM recomendou que, em caso de novas chuvas, as atividades de resgate na área deveriam ser suspensas.