Alerj analisará suspeita de sonegação fiscal

Concorrência desleal na indústria
 

A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, através da Comissão de Tributação, Controle da Arrecadação Estadual e de Fiscalização dos Tributos Estaduais, analisará suspeitas de sonegação fiscal e concorrência desleal atribuídas à empresa de refrigerantes Dolly.

A queixa foi trazida por um grupo de fabricantes instalados no estado e membros da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) ao presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB). Após ouvir as denúncias, Picciani incumbiu o presidente da comissão de Tributação, deputado Luiz Paulo (PSDB), de averiguar o caso.

Luiz Paulo, que recebeu do presidente o prazo de 15 dias para dar uma resposta sobre o caso, comunicou que marcará uma reunião com o secretário de estado de Fazenda, Joaquim Levy, em busca de respostas.

Para o presidente da associação – da qual fazem parte oito empresas de pequeno porte no estado, responsáveis pela geração de cinco mil empregos –, Fernando Rodrigues de Bairros, a desconfiança no setor foi gerada pelo preço cobrado pela marca, de R$ 1 por garrafa de dois litros – cerca de R$ 0,50 inferior ao da concorrência. De acordo com Fernando, este valor não seria possível se todos os tributos estivessem sendo pagos. 

 "Estamos buscando o caminho de trabalhar dentro de uma ética concorrencial que permita a todas as empresas produzir adequadamente", explicou Bairros, que veio à Alerj acompanhado de representantes de marcas como Mineirinho e Guaraná Convenção, entre outros. O grupo foi trazido pelo deputado Marcus Vinícius (PTB). "Representantes destas pequenas marcas me procuraram e eu julguei importante trazer a questão à Casa, por saber que este é um setor importante para a economia de municípios como Três Rios, Paraíba do Sul, Cachoeiras de Macacu, Guapimirim, entre outros", explicou.

 

 

Fonte: Alerj

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