Allan Turnowski é exonerado

Crise derrubou o delegado
 

Após uma reunião com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, o Chefe de Polícia Civil, o delegado Allan Turnowski, foi exonerado, nesta terça-feira, dia 15. Durante a longa conversa, os dois chegaram a conclusão que esta seria a decisão mais adequada para preservar o bom funcionamento das instituições.  O secretário aproveitou a ocasião para agradecer publicamente a dedicação e a fidelidade do delegado Turnowski durante sua gestão. Beltrame disse ainda que "eventuais mudanças na equipe não vão prejudicar o compromisso assumido com a sociedade que é o de fazer do Rio um lugar cada vez mais seguro".

Um dia após determinar devassa na Delegacia de Repressão a Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos e Especiais (Draco-IE), o chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, apresentou na segunda-feira, dia 14, documentos que, segundo ele, apontavam para indícios de irregularidades cometidas pelo delegado Cláudio Ferraz e policiais de sua equipe. Durante a inspeção na especializada, agentes da Corregedoria Interna da Polícia Civil localizaram dois registros com a mesma numeração. Também foram recolhidas seis armas que estariam sem autos de apreensão.

Turnowski nega ação de represália

O chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski, negou que a devassa na Draco seja uma represália contra Ferraz, que admitiu ter colaborado nas investigações da Operação Guilhotina. “Dei contribuições à Polícia Federal, sim. A Secretaria de Segurança sabia. Tinha o total conhecimento desse fato. Mas não tenho o que falar. Isso é uma questão do chefe de Polícia. Ele deve ter lá os seus motivos para agir dessa forma”, disse Ferraz.

Turnowski rebateu: “Se fosse represália, teria que ser com a Polícia Federal, que foi quem prendeu os policiais. Essa é a apenas a primeira das delegacias que serão vasculhadas. Eu farei a limpeza”.

Em seguida, afirmou que exoneraria Ferraz se ele ainda fosse subordinado à Polícia Civil. Semana passada, a Draco passou para a esfera da Secretaria de Segurança, e o delegado foi escolhido para coordenar a área de Contra-Inteligência.

Corregedor da Polícia Civil, Gilson Emiliano disse que tem 30 dias para concluir as investigações. De manhã, especulou-se que R$ 50 mil haviam sido apreendidos na gaveta de um agente da Draco, o que foi desmentido pelo corregedor. “Se estivesse na minha gaveta, ficaria muito feliz”, ironizou Ferraz. A Prefeitura de Rio das Ostras negou envolvimento em propina. Já as de Magé e São Gonçalo só vão se pronunciar após notificadas oficialmente. Em novembro, dossiê com denúncias de extorsões praticadas pela Draco chegou a ser entregue pelo próprio Turnowski ao secretário de Segurança.

Fonte: O Dia on Line

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