Alunos do Sebrae vencem campeonato

Global Business Challenge
 

Pelo 3º ano consecutivo, alunos da Escola do Sebrae-MG vencem o Global Business Challenge, em Nova Iorque

O evento é um dos desafios internacionais de empreendedorismo mais importante do mundo

Belo Horizonte, 15 de abril de 2010 – Um dos desafios internacionais de empreendedorismo mais importante do mundo: o Global Business Challenge, realizado de 18 a 29 de março na cidade de Nova Iorque, premiou três mineiros, todos da Escola Técnica de Formação Gerencial (ETFG) do Sebrae-MG. O evento, organizado pela Wise, empresa americana que dá suporte à educação nos Estados Unidos, é um desafio de negócios em que participam alunos de vários países do mundo, que cursam o ensino médio (High School) ou nível superior, todos com idade entre 15 e 22 anos. Pelo 3º ano consecutivo, os alunos do Sebrae-MG trouxeram para casa o prêmio. Este ano o 1º lugar ficou com Matheus Vaz, o 2º com Érica Yuri e o 3º com Gabriel Brasil. Também fizeram parte da equipe de campeões os alunos Cristiano Lacerda, Isadora Valle, Raquel Siqueira e Rodrigo Dias.

O trabalho – No primeiro dos quatro dias de evento, os alunos recebem um estudo de caso empresarial da Universidade de Harvard para ler e estudar. Este ano, a empresa escolhida foi um clube de futebol, o Boca Juniors da Argentina. No segundo dia, os alunos lêem, estudam e discutem o caso em grupo e em seguida, eles são divididos em equipes com participantes de outros países. Durante duas horas e trinta minutos, os participantes devem discutir, em inglês, possíveis respostas para as perguntas e, além disso, elaborar uma apresentação para a banca examinadora, formada por professores de gestão e executivos americanos, um deles vice-presidente do Bank Of America. A banca examinadora avalia toda a condução dos trabalhos, a começar pela reunião das equipes. Além disso, é observado como cada grupo lida com a situação: se há discussões, se conseguem estabelecer um consenso e se estão conseguindo uma integração para a resolução do desafio. Durante as apresentações para a banca, os juízes avaliam o tempo, a postura, como foi planejada a apresentação, o nível e a coerências das respostas com o desafio proposto.

O estudo de caso incluía planejamento estratégico, marketing, finanças, logística, recursos humanos, economia, conhecimentos gerais que englobam praticamente todas as matérias do ensino médio como história, geografia, sociologia, dentre outras. Para o professor de gestão empresarial II do Sebrae Minas, Elber Sales, que acompanhou os alunos na viagem, além da qualificação técnica de negócios, os estudantes têm de lidar com adversidades culturais, liderança e principalmente facilidade de adaptação e integração. “Os alunos têm que trabalhar com pessoas desconhecidas e comunicar em inglês, já que cada integrante do grupo é de uma nacionalidade”, afirmou.

Premiação – Repetindo o bom desempenho dos anos anteriores, em que a Escola Técnica do Sebrae-MG teve representantes nas equipes campeãs e também uma terceira colocação, este ano a delegação brasileira atingiu a excelência. Havia brasileiro nos três melhores grupos, o que faz da ETFG a única escola do mundo com representantes em todas as equipes premiadas. Para o professor Sales, ter um brasileiro na equipe faz muita diferença. “Um professor americano me relatou que disse aos seus alunos que, se eles dessem a sorte de estarem em um time que tivesse um brasileiro, as chances aumentariam muito”, disse. “Durante a resolução do case, os professores e coordenadores não podem ter contato com alunos, mas é possível observá-los e fotografá-los trabalhando. As equipes em que os nossos alunos participaram foram lideradas por eles e com certeza, as vencedoras, foram as que acataram as sugestões dos brasileiros”, completou. Sales explicou ainda que nenhuma equipe estava tão bem preparada quanto a dos brasileiros. “A equipe que ficou em 1º lugar tinha um americano. Ele foi orientado pelo seu professor que acatasse as  ideias dos brasileiros. E dessa forma foi feito. O estudante americano foi colocado na linha de frente para responder às perguntas e liderar a apresentação pela facilidade do idioma. O restante foi comandado pelo aluno do Sebrae”, contou.

Para o 1º colocado, Matheus Vaz, o resultado conquistado deve-se principalmente ao estudo em conjunto da equipe nos dias anteriores ao desafio, em que o caso foi discutido detalhadamente. “Ao chegarmos aos Estados Unidos, tivemos quatro dias, antes do início do evento, para passearmos, integrarmos a equipe e principalmente ambientarmos com o idioma”, disse. “Isto foi decisivo no momento de nos relacionarmos com participantes de países diferentes e passar para eles as nossas convicções sobre o case”, completou. Opinião parecida tem Gabriel Brasil que conquistou o 3º lugar. “É gratificante poder mostrar para pessoas de outros países a capacidade de fazer trabalhos em equipe com o nível de excelência da delegação brasileira, que foi, sem dúvida, a que mais se dedicou, se preparou e se uniu para a resolução do case”. Érica Yuri, 2º colocada destaca o trabalho como uma valiosa experiência que envolveu teoria e prática. “Participar de um desafio como esse não é apenas a simples resolução de um case, envolve toda uma questão cultura e lingüística. Foi possível colocar em prática todo o conhecimento técnico adquirido durante esses anos”, explicou.

A ETFG – A Escola Técnica de Formação Gerencial do Sebrae, segundo o professor Elber, é a única que trabalha com educação empreendedora por meio de seus projetos. Os professores, além de acadêmicos, são empresários e consultores. “Conseguimos transmitir aos nossos alunos, além da teoria, a prática vivenciada no nosso dia a dia como empresários”, explicou o professor. “Em relação às outras escolas que participaram, percebo que são muito acadêmicas. Os professores são doutores, mas com pouca vivência na gestão. Os alunos competem entre si e não têm o espírito de equipe que sobra entre os brasileiros. Atribuo também à premiação, os diversos modelos de gestão que as empresas brasileiras são obrigadas a aplicar no dia a dia, visto que as nossas adversidades são bem maiores que as do primeiro mundo. Empresário brasileiro tem que reinventar o seu negócio o tempo todo para sobreviver no mercado. E isso nos dá um laboratório muito rico para preparar nossos alunos”, concluiu.

Fonte: Cristina Reis / Kate Ribeiro

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