Assistência de robôs facilita o atendimento médico

Assistência de robôs facilita o atendimento médico
 
Graças à telemedicina, pacientes que sofrem um acidente vascular cerebral podem ser rapidamente atendidos por especialistas da Mayo Clinic de Jacksonville, Flórida, mesmo à distância.
A Clínica Mayo, campus de Jacksonville, e o Parrish Medical Center, de Titusville, também na Flórida, estão desenvolvendo projeto-piloto de telemedicina, com a ajuda de um robô, para pacientes de AVC – Acidente Vascular Cerebral (“derrame”). O robô conecta especialistas em acidente vascular cerebral da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, à equipe médica da unidade de emergência do Parrish Medical Center de Titusville. O robô fica ao lado da cama de paciente, fornecendo informações vitais para avaliação e diagnósticos rápidos. O robô pode falar, observar e se mover pelo quarto.
 
Quando a artéria do cérebro está bloqueada – o tipo mais comum de AVC, o paciente pode receber determinados remédios que dissolvem os coágulos (trombolíticos intravenosos), o que, em até três horas após o início dos sintomas, pode reduzir as probabilidades do AVC resultar em incapacidade do paciente. No entanto, menos de 5% dos pacientes, nos Estados Unidos, são submetidos a esse tipo de terapia, que foi inicialmente aprovada pelo FDA (órgão dos EUA que controla a comercialização de alimentos e medicamentos) para o tratamento de AVC isquêmico.
 
O robô possibilita uma avaliação rápida dos pacientes, diz o neurorradiologista-intervencionista da Clínica Mayo de Jacksonville, o médico David Miller. “Quando possível, os pacientes são tratados com os medicamentos vitais para dissolver coágulos, naquele período de três horas, enquanto os pacientes, que devem ser submetidos a um procedimento avançado para um AVC isquêmico, são transferidos urgentemente para a Clínica Mayo, onde recebem o tratamento adicional”, explica.
 
O Parrish Medical Center é um hospital com 210 leitos, semelhante a muitos outros hospitais dos Estados Unidos, em que médicos especializados em acidente vascular cerebral não podem estar disponíveis em tempo integral. No entanto, quando ocorre um acidente vascular cerebral, o paciente precisa da avaliação rápida de um especialista, para determinar o tipo de AVC e as melhores alternativas de tratamento. Quando um paciente com um caso possível de acidente vascular cerebral chega ao Parrish Medical Center, o campus da Clínica Mayo de Jacksonville, que fica a mais de 193 km de distância, é acionado imediatamente por telefone; na Mayo os especialistas em AVC estão disponíveis 24 horas por dia, todos os dias da semana. Um dos muitos médicos treinados no uso do robô assume remotamente o controle da máquina, usando um laptop e um joystick.
 
Em Titusville, o paciente vê um robô com um monitor de vídeo e uma câmera no lugar da cabeça (foto), através dos quais se estabelece uma conexão ao vivo com o médico da Clínica Mayo. O médico pode, então, fazer o robô se mover pelo quarto, como também interagir com o paciente, sua família e com a equipe médica do hospital. A câmera conectada ao robô pode ser movida, inclinada ou aproximada por zoom, o que permite ao médico ver a avaliar o paciente, examinar seu estado mental, sua linguagem e funções, movimentos da face e do corpo, além de chegar bem “próximo” para observar suas pupilas. Um enfermeiro permanece ao lado do paciente, para ajudá-lo no que for preciso. A equipe do hospital manda informações sobre o pulso, a pressão e outras medidas de diagnóstico ao médico.
 
“A resposta dos pacientes, suas famílias e da equipe médica do Parrish Medical Center tem sido favorável”, diz o neurologista vascular da Clínica Mayo, o médico Kevin Barrett, um dos médicos treinados para usar o robô. “Ao levarmos nossos recursos e expertise em tratamento de ACV para lugares remotos, melhoramos de forma significativa o atendimento dos pacientes”, afirma.
 
O diagnóstico remoto de pacientes com acidente vascular cerebral é um procedimento novo na Clínica Mayo da Flórida. A Clínica Mayo do Arizona vem desenvolvendo um programa similar para áreas rurais – o “STARR (Stroke Telemedicine for Arizona Rural Residents) – desde 2007. Com robôs em vários hospitais do estado, mais de 300 consultas já foram feitas. Os resultados apresentam uma precisão de 96% nos diagnósticos e definições de tratamento.Na Flórida, a Clínica Mayo espera ampliar eventualmente esse programa, trabalhando com outros hospitais que podem se beneficiar do acesso 24 horas a especialistas em AVC.
 
“O acidente vascular cerebral é a principal causa de incapacidade”, diz Kevin Barrett. “Com nosso robô sempre de plantão, mais pacientes serão atendidos a tempo e isso vai reduzir os casos de incapacidade resultante de acidente vascular cerebral e melhores resultados do atendimento médico serão obtidos”.

Fonte: Assessoria

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