Bienal atraiu multidão de leitores no Feriado

Plantão Barra: Anne Rice foi uma das atrações do evento
 
Anne Rice foi uma das atrações do evento
No feriado de 7 de setembro, a Bienal teve público recorde. Segundo a organização do evento, este foi um fato inédito entre todas as edições. A estimativa de público ficou em torno de 110 mil pessoas, um quinto de tudo que se previa para os onze dias de programação. Todos os pavilhões do Rio Centro estavam lotados. Pessoas de todas as idades circularam pelo local de 10h da manhã às 22h. Além do feriado nacional, outro motivo que pode ter atraído todo esse público foi o fato de algumas presenças ilustres no local como a do Padre Marcelo Rossi que arrastou caravanas de todos os estados do Brasil para realização de uma sessão de autógrafos do livro “Ágape” de sua autoria.
Além do livro de Padre Marcelo outras sessões de autógrafos também foram muito  disputadas, entre elas a Ziraldo que contou com a participação da atriz Paola Oliveira para o lançamento do livro homônimo ao filme “Uma professora muito maluquinha”, no qual Paola é protagonista, da autora Thalita Rebouças que atraiu muitos adolescentes e a de Anne Rice.
Recebida com gritos e aplausos por um auditório lotado, a escritora americana Anne Rice foi à convidada da série “Encontro com Autores”. Durante o bate-papo com fãs, ela falou sobre religião, literatura, cinema, seus personagens favoritos e, claro, sobre os seres imortais que seduziram milhões de leitores. “Não sei definir muito bem de onde veio à inspiração para escrever sobre vampiros. Simplesmente sentei para escrever e pensei como seria uma entrevista com um deles, que revelasse toda a sua existência. Foi algo instintivo”, disse a autora de Entrevista com Vampiro, livro escrito em 1976 e que anos mais tarde foi adaptado para o cinema.
Durante a sessão, Anne Rice revelou que em breve será produzido mais um filme baseado em sua obra que terá como protagonista Lesta, um dos vampiros retratados por ela em sua publicação inicial. No entanto, ela deixou claro, que não existe nenhuma chance de voltar a escrever sobre os vampiros, os seres imortais que a consagraram no mercado literário, e disse que agora está seduzida pelos anjos. Ela também retratou que não muito fácil imaginar seus seres nas telonas do cinema. “Na época em que fizeram o filme com Brad Pitt e Tom Cruise eu não queria ver ninguém dando vida aos meus personagens, era algo difícil para mim. Agora, no entanto, passados tantos anos de eu ter escrito minhas crônicas vampirescas, seria um prazer ver Lesta de volta às telonas”.
A escritora também ressaltou porque escolheu o Rio de Janeiro como tema de uma de suas obras, Violino (Rocco), um romance que se passa em boa parte na cidade: “Na minha primeira visita ao Rio, fiquei hospedada no Copacabana Palace. Foi no quarto do hotel que surgiu a inspiração, de noite, vendo as ondas de Copacabana, a praia mais bonita de todo o mundo. Eu não tinha computador, anotava tudo num caderno, à mão. Depois, quando voltei para New Orleans, escrevi Violino”, relatou.
 
Circulando pela Bienal
No espaço Mulher e Ponto, as escritoras Nélida Piñon e Ana Maria Machado, num encontro intimista, compartilharam suas experiências na Academia Brasileira de Letras e sobre o dia a dia da instituição, além de comentarem sobre seus próximos livros e inspirações. Na segunda rodada de encontros do espaço Mulher e Ponto, o jornalista Arnaldo Bloch e a psicóloga Maria Teresa Maldonado debateram o bullying, um tema polêmico e atual.
No Café Literário, os autores Adriana Lisboa, Luiz Ruffato e Cristóvão Tezza se reuniram para passar a carreira em revista e discutiram a viabilidade de se ganhar a vida como escritor.
No espaço “Livro em cena”  dedicado à difusão de clássicos da literatura os homenageados foram os autores Graça Aranha e Alphosuns de Guimaraens por meio de leituras feitas pelos atores Elias Andreato e Vera Zimmermann.

Fonte: Plantão Barra: Graça Paes

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