Colégio ajuda comunidade carente

Notre Dame-Recreio ajuda Curupaiti
 

Projeto envolve doação de livros para a biblioteca, de doces de Páscoa e ações educativas e sociais

O Colégio Notre Dame-Recreio está recebendo doações de livros novos ou semi-novos de literatura infantil e juvenil, que serão destinados a futura biblioteca da creche Irmã Ancila, em Curupaiti. A campanha faz parte do projeto “Eu Sou Voluntário, e você?”  e envolve os alunos do colégio, que também estão arrecadando doces de Páscoa para serem levados à creche. As doações devem ser levadas à escola até dia 6 de abril.

Toda a escola está mobilizada em torno da campanha. As ações, que começaram com os alunos do 6º, 7º e 8º ano, ganharam o apoio de praticamente todas as turmas. E eles se organizaram: elaboram material de divulgação, fixam cartazes nos corredores, vão às salas de aula buscar a adesão das turmas, ajudam com o recolhimento das doações. No dia 7, um grupo de alunos representantes também vai participar da entrega.

A doação de livros e doces de Páscoa é somente uma das ações do projeto em Curupaiti. Conforme conta a diretora do Notre Dame-Recreio, Ir. Lourdes Urban, a programação vai acontecer durante todo o ano, em parceria com a Congregação Mariana, que cuida da creche, e vai envolver alunos, famílias, comunidade, funcionários e professores voluntários.

_ “Queremos oferecer oportunidades de formação e lazer às crianças, jovens e adultos da Colônia Curupaiti. Realizaremos atividades pedagógicas, sociais e de integração como palestras com psicólogos e assistentes sociais e campanhas para arrecadação de alimentos”, conta.

Para Lourdes Urban, desta forma os estudantes vivenciam a solidariedade e o amor ao próximo, exercitando também a acolhida respeitosa do outro – “A escola precisa contribuir para o desenvolvimento da cidadania e participar da construção de um mundo mais inclusivo, humano e solidário, onde todos sejam respeitados”, diz.

Curupaiti –  Embora haja tratamento, o Mal de Hansen ainda é visto como uma ameaça por boa parte da população, fazendo com que o portador de hanseníase e seus familiares sejam discriminados e por vezes, excluídos da sociedade. Isso dificulta o acesso a direitos  básicos, como o trabalho, ao lazer e à vida coletiva. A situação faz com que, não só o portador da doença, mas toda sua família sofra com a escassez de recursos.

Em situações de dificuldade familiar, as crianças geralmente são as maiores vítimas. Em Curupaiti,  a Congregação Mariana luta para manter a dignidade de mais de 200 crianças carentes, com idade entre 2 e 6 anos, cujos pais são doentes em tratamento no hospital público na própria comunidade. A família sofre a exclusão e a rejeição ocasionada pela própria doença, que mutila e deforma os corpos. _ “Eles precisam não só de alimentação, mas também atividades de formação humana buscando alimentar a esperança de um futuro melhor”,diz Lourdes Urban.

Um grupo de educadores voluntários assume o serviço, mantido exclusivamente por doações. " Acreditamos que cuidando da alimentação e educação das crianças, conscientização e formação dos adultos, podemos esperar um mundo mais inclusivo, humano e solidário, onde todos sejam respeitados e vivam a cidadania", diz Ir.Lourdes. Segundo ela, para isso é necessário atender não só as crianças, mas também as famílias, para que a ação se torne completa.

_"O trabalho voltado à família possibilita estabelecer o fortalecimento dos vínculos, além da integração entre família e escola. É preciso ressaltar a importância da permanência dessas crianças no espaço educacional. A participação da família em encontros é fundamental, para que o direito à educação das crianças seja contínuo e a família compreenda aspectos importantes sobre sua contribuição no desenvolvimento intelectual e afetiva". 

Fonte: Assessoria Graciette Grace

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