Nymphomaniac (Ninfomaníaca) sob a ótica de Lars Von Trier

Dia 10 de janeiro nos cinemas
 

 

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Quando eu fui para a cabine do filme:  Nymphomaniac (Ninfomaníaca), do diretor dinamarquês Lars Von Trier, eu achei que ia ver um filme com cenas extravagantes de sexo, e tals, pois foi mais ou menos o que eu li em sites sobre o longa que na versão original tem 5h30 de duração, e que foi encurtado e divido em duas partes para facilitar a exibição no cinema.

 

 

 

“Ninfomaníaca” tem um início fantástico, uma fotografia forte, um cenário meio sombrio, chuvoso, grotesco e uma trilha de heavy metal ao fundo que torna tudo muito impactante. Este é o local onde um senhor encontra Joe (Charlotte Gainsbourg), na fase adulta, aparentemente muito machucada por uma surra ou ataque, isso não fica subentendido na primeira parte do longa, e que após ser levada para casa dele, entre um gole e outro de chá, ela lhe relata suas experiências eróticas, desde a infância. Histórias surpreendentes, que na minha opinião, apesar de fortes e picantes, me fazem vê-la como refém de suas próprias fantasias. Vítima de um vazio que nem mesmo os mais tórridos momentos de sexo são capazes de preencher.

 

 

Realmente, Lars Von Trier, mostra muitas cenas de sexo, imagens de muitos tipos de pênis, demonstrações do ato explícito, o que não é muito comum de se ver nas salas de cinema tradicionais. Feitas com cuidado retratando realmente o vício, a obsessão de “transar” por qualquer que seja o motivo, diversão, dor, aposta.  

 

 

imagesPorém, o drama protagonizado por Charlotte Gainsbourg e com o talentoso Shia LaBeouf, Uma Thurman, Stellan Skarsgård e Willem Dafoe, entre outros, mostra a história de Joe como ela é, e para tal o sábio Lars Von Trier não teve medo de ousar.

 

 

De acordo com a produtora Louise Vesth, as cenas de sexo explícito foram feitas combinando imagens dos atores em cena, nus, com imagens de atores pornô (dubles) fazendo sexo de verdade.  

 

 

 

images (3)Apesar da carga forte, da primeira parte do longa, que dá a entender que a segunda será mais forte ainda, já que não se explica a surra que a protagonista levou que quase a levou a óbito, na fase adulta, uma das cenas mais leves e até engraçadas envolve Thurman e três crianças, que fazem uma participação bombástica. Em entrevista para um site a atriz disse como foi trabalhar com Lars Von Trier. “Acho que ele é um gênio. Escreve, dirige, é atrevido e provavelmente um pouco louco, e eu sinto simpatia por pessoas assim (rsrsrs). Lars me disse que eu atuo mais em uma só cena que todos os atores de todos os seus filmes anteriores juntos, o que foi sua maneira de me dizer que eu exagerava”, brinca ela ao falar de sua participação que foi filmada em uma só tomada.

 

 

 

Também foi dito pela produção que Von Trier abriu mão, pela primeira vez em sua carreira, de fazer o corte final da versão do filme que estreará na Dinamarca em 25 de dezembro de 2013, e no Brasil em 10 de janeiro de 2014, a primeira parte e a segunda em março.

 

 

 

De acordo com o produtor Peter Aalbaek Jensen, os cortes não foram feitos para amenizar o conteúdo sexual do filme, mas apenas para encurtá-lo. “Lars me disse que está feliz que isso seja feito desta forma. Para ele, é muito importante ter uma versão mais longa por questões artísticas, mas ele entende as necessidades de distribuição. É de seu interesse que o filme possa ser visto em diferentes territórios e para isso foi necessário adequá-lo”, disse ao site Screen Daily.

 

O fato é não choca provoca e aguça a curiosidade. Eu confesso que ficaria cinco horas e meia na poltrona para assistir todo o longa sem e poder conhecer um pouco mais sobre a vida daquela menina, que se torna mulher e que o sexo como o ar que respira.  O que resta é esperar até março de 2014 para assistir a segunda parte. E, aos meus leitores que corram para os cinemas a partir de 10 de janeiro para conhecer a história de Joe, a “Ninfomaníaca” de Lars Von Trier.

 

 

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