Construções de risco no Parque da Pedra Branca

Construções de risco no Parque da Pedra Branca
 
Agentes da Equipe de Contingências Ambientais do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão executivo da Secretaria do Ambiente, encontraram nesta sexta-feira (9/4) 11 construções que foram caracterizadas sob fatores de risco na comunidade Santa Maria, no Parque Estadual da Pedra Branca, em Jacarepaguá. Duas delas foram notificadas, e os responsáveis deverão apresentar, na sede da unidade, num prazo de 30 dias, documentação que comprove que as moradias estão em situação irregular.
 
Durante a operação, uma pedra que rolou durante um deslizamento de terra e estava pondo em risco outras construções na comunidade foi implodida com dinamite.
 
Outra equipe foi deslocada para realizar um sobrevoo na área do parque e entorno. Os técnicos mapearam outros pontos de risco e estragos provocados pelas chuvas dos últimos dias. Com base no levantamento georreferenciado, equipes com geólogos e outros agentes percorrerão a unidade de conservação para analisar por terra os locais identificados. Amanhã, o trabalho de mapeamento continua.
 
O temporal também castigou inúmeras áreas do Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Niterói. A via de acesso Gilberto de Carvalho (Estrada da Serrinha de Itaipuaçu) está interditada em razão dos deslizamentos. Além do risco à estabilidade do ambiente, há ameaça aos usuários, uma vez que novos escorregamentos podem ocorrer a qualquer momento. Por medidas de segurança, as trilhas do parque também estarão fechadas para a visitação nos próximos dias.
 
O mau tempo danificou ainda a estrada que dá acesso à subsede Piraquara do Parque Estadual da Pedra Branca. A área de lazer foi outro ponto da unidade bem afetado.
 
Canal de Maricá
Na tarde desta sexta-feira, também foram concluídos os trabalhos de abertura de um canal entre a lagoa de Maricá e a praia da Barra de Maricá. Técnicos do Inea e da Prefeitura trabalhavam nesta obra desde a última terça-feira, quando vários bairros da cidade ficaram alagados com o transbordamento da lagoa. A ação foi acompanhada por topógrafos do Comperj.
 
Segundo o superintendente regional do Inea, Stefan Gomes, a abertura do canal foi a única medida possível para minimizar o problema.
– O nível da lagoa estava muito alto, não tivemos muitas opções. A operação foi um sucesso, minutos depois da abertura do canal, a água começou a baixar – declarou o superintendente do Inea.

Fonte: Inea

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