Criação do cadastro nacional de livros

Criação do cadastro nacional de livros
 
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Federación de Gremios de Editores de España (FGEE) assinaram acordo nesta quinta-feira (24/2), na sede da CBL, em São Paulo, para criação de um cadastro nacional de livros no país. O convênio permitirá o desenvolvimento da plataforma no Brasil.
De acordo com o diretor-executivo da FGEE, Antonio Maria Ávila, este projeto, já implementado na Espanha, deu metodologia de trabalho ao mercado editorial. “O mundo do livro é muito sem normalização. A iniciativa foi importante para nós não só para modernização do sistema, como de mudança de mentalidade no setor”, explica.
Rosely Boschini, presidente da CBL, destacou o papel do cadastro no país. “Temos uma produção editorial vasta e madura. Mas precisamos de um cadastro para centralizar essas informações”, ressaltou.
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), que detém uma importante base de dados da produção de livros brasileira porque é a responsável no país pelo registro do ISBN (International Standard Book Number – sistema internacional padronizado que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país, a editora, individualizando-os inclusive por edição), também está engajada no projeto. 
“A iniciativa diminuirá o trabalho da livraria. Pequenas editoras poderão expor melhor seu catálogo”, destacou Galeno Amorim, novo presidente da FBN, que também participou do evento. Segundo ele, os autores de livros também terão mais visibilidade às suas obras e o governo poderá escolher e adquirir livros de forma mais fácil, inclusive às bibliotecas.
Sobre o cadastro nacional de livros
O cadastro brasileiro deverá ter como referência de projeto a plataforma espanhola Dilve (Distribuidor de Información del Libro Español en Venta). A iniciativa, baseada na Internet, padronizará e centralizará todas as informações das obras produzidas e comercializadas no Brasil, beneficiando toda a cadeia produtiva do livro. 
A ferramenta permitirá a consulta completa de dados sobre qualquer livro publicado no País. Além disso, facilitará o processo de busca e compra de livros, simplificando o trabalho de todos os agentes do setor editorial. 
Serão especialmente beneficiados com a iniciativa editores de pequeno porte, pois terão a oportunidade de dar mais visibilidade e acesso aos seus catálogos de obras a livrarias e distribuidores, além de instituições governamentais que adquirem livros, e profissionais da cultura e da educação. 
No âmbito das livrarias, a disponibilidade de informação segura e padronizada possibilitará que elas mantenham cadastros atualizados, sem a necessidade de manutenção de um sistema próprio e custoso. 
O padrão de dados do cadastro nacional de livros permitirá também que as informações disponíveis sejam compartilhadas com iniciativas semelhantes em grandes mercados editoriais no Exterior.
A versão oficial do cadastro para testes por todo o mercado editorial brasileiro estará no ar em julho de 2011.

Fonte: Assessoria

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