Crítica do filme: Paulo, o apóstolo de Cristo

O precursor do Novo Testamento
 

Por Graça Paes, RJ (Agência Zapp News)

 

 

Dirigido e roteirizado por Andrew Hyatt, com trilha sonora de Jan. A.P. Kaczmarek, o filme “Paulo, o apóstolo de Cristo” está nos cinemas. Protagonizado por James Faulkner, de Games of Thrones,  e Jim Caviezel, de “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson. O filme estreou no dia 3 de maio.

 

 

O longa bíblico retrata a trajetória de Paulo, o apóstolo que antes da conversão, ficou conhecido por perseguir cristãos de forma muito cruel. Mas, que ao ter uma experiência com Cristo, pela dor, após três dias de cegueira, e voltar a enxergar,  passou a propagar a palavra de Deus e a defender aos que antes perseguia. E, a partir daí,  ele se tornou um dos apóstolos mais influentes do cristianismo. O que é contado no longa, sua trajetória e o período de cárcere. 

 

 

Tecnicamente, o filme tem uma fotografia razoável, pois faltam cenas externas, que são muito importantes em filmes bíblicos. Focaram demais nas cenas em estúdio. E, boa parte das cenas externas que possuem diálogos parecem terem tido uso de cromaqui, e este não ficou muito bom. Também faltou ação. O filme fala de mortes, de batalhas, mas quase nada disso se vê em cena. A música também poderia ter sido melhor aproveitada. Mas, tem pontos positivos também. Andrew Hyatt, diretor e produtor, acertou bem no roteiro, que é instigante, provoca, te leva o tempo todo a reflexão e na direção, pois tem cenas belas e ele fez muito bem o uso de mais de 100 figurantes em cena.

 

 

É um filme bíblico, e retrata de forma sábia a vida de Saulo, que se torna Paulo. Mas, alguns fatores chamam a atenção. Parece que se fez uso de mais de uma bíblia, pois para quem já leu o Evangelho segundo o Espiritismo, a versão de Allan Kardec, irá identificar muitas falas, termos e passagens que se conhece através de Kardec. Como o hábito de chamar Paulo, de Paulo de Tarso, o que é comum no Kardecismo. E, não nas igrejas católicas e evangélicas. O nome Paulo de Tarso se refere a cidade de Tarso, na Turquia, onde ele nasceu. Paulo da cidade de Tarso. Paulo estar sem cabelos também chama a atenção. Em todos os filmes bíblicos os homens tem cabelos compridos. E, tem outros fatores que não posso revelar aqui para não dar spoiler. 

 

 

É um bom filme. Te prenderá na cadeira do inicio ao fim de fará entender parte do Novo Testamento. Sem falar na amizade entre Paulo e Lucas brilhantemente retratada pelos atores James Faulkner e Jim Caviezel. Lucas tem extrema importância na redação das escrituras sagradas.  O longa te levará a muitas reflexões, principalmente, sobre a fé, a amizade, a auto-confiança e as conquistas.   

 

 

A Agência Zapp News já conferiu e deu nota 7.5.

 

 

Canal Cultura da Ação, por Graça Paes 

 

 

 

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