Crítica do filme: “Uma dobra no tempo”

O longa tem a direção de Ava DuVernay
 

Por Graça Paes, RJ (Agência Zapp News) 

 

 

Na quinta-feira, dia 22 de março, nos principais cinemas do Brasil, entrou em cartaz o filme “Uma Dobra No Tempo”. O longa é uma adaptação do romance publicado em 1962, por Madaleine L’Engle. A obra reúne no elenco Oprah Winfrey, Reese Witherspoon, Chris Pine, entre outros, num investimento de US$ 100 milhões de dólares, com a mega produção da Disney.

 

Ava Duvernay

 

“Uma Dobra No Tempo” é uma história que chega a telona fortalecendo a temática da inclusão, começando pela diretora do longa, já que  Ava DuVernay é mulher e é negra. E, umas das mensagens que nos deixa é:  “O ÚNICO JEITO DE VENCER A ESCURIDÃO É SE TRANSFORMAR NA LUZ.”

 

 

 

Também temos a protagonista Meg que é uma jovem negra, de classe média, interpretada pela atriz Storm Reid. O longa também tem no elenco Oprah Winfrey, um ícone, o diretor da escola interpretado pelo ator André Holland  e Gugu Mbatha-Raw que faz a mãe da protagonista e que é par romântico do eterno galã,  Chris Pine. Não podemos deixar de citar, o pequeno Deric Mc Cabe, de 9 anos de idade, com traços orientais, que no filme é adotado pela família de Meg.

 

 

A Agência Zapp News achou ótimo adotar a inclusão, em várias de suas vertentes, no longa. E, mais uma vez batemos palmas para a Disney e as demais produções que estão abrindo espaço para as mulheres na direção de suas grandes obras.

 

 

O filme conta a história do resgaste de um cientista (Chris Pine) que desaparece ao tentar descobrir uma forma de viajar no tempo.  Após quatro anos, do seu desaparecimento, em seu laboratório e sem explicação, sua filha Meg Murry, interpretada pela atriz, Storm Reid, que tem 14 anos, tem a chance de descobrir o que aconteceu com o pai. Mas, para isso, ela, que é uma menina descrente de si, com baixa estima,  terá à ajuda de três guias espirituais. As senhoras do tempo, interpretadas pelas atrizes Oprah, Mindy Kaling e Reese Whiterspoon. 

 


 

Nesta fase da história, a magia da Disney se mistura a vida “real” da personagem, que conta com a ajuda do galã da escola, que a esta altura do filme já está apaixonado por ela, e a do irmão caçula, que foi adotado pouco antes do desaparecimento do pai e que quer encontrá-lo e conhecê-lo de qualquer jeito. Os três seguem por um caminho pela “dobra do tempo” para tentar desvendar esse mistério. O filme mistura “vida real” e magia, fórmula aliás que é um dos sucessos da Disney, e de outras mega produções, e que já deu muito certo e costuma dar no mundo do cinema. Apesar de nos EUA, esta produção, “Uma dobra no tempo” ou “A Wrinkle in Time”,  não estar tendo a receptividade esperada nas bilheterias.  

 

 

“Uma dobra no tempo” tem uma bela fotografia e efeitos especiais bem interessantes, que só você assistindo para ter noção das cenas. Tudo, é claro, com o padrão Disney de qualidade. A maquiagem e a caracterização estão perfeitas. São muito boas. Oprah Winfrey está quase irreconhecível em cena. E, a trilha sonora é suave e condizente com a produção.

 

 

Não é um filme para os muitos pequenos, ele deve se fazer melhor entendido para os que já possuem seus 11, 12 anos de idade, em diante. Mas, como hoje em dia as crianças são precoces, pode ser que até os menores entendam a história, mas saliento que algumas cenas, nos remetem a um quebra-cabeças para chegar ao seu desfecho. É necessário prestar muita atenção, em tudo. Já que em alguns momentos o enredo fica confuso, o que levou a Agência Zapp News a dar nota 8,5.  É um filme bom, e ponto.

 

 

 

É muito boa a direção de Ava DuVernay, em todos os sentidos, mas quanto a escalação do elenco, alguns atores são pouco aproveitados no longa, como Chris Pine e Reese Witherspoon. 

 

 

 

O bom disso tudo, que mesmo que por instantes, é sempre bom vê-los na telona. Mas, é complicado saber que atores que podem dar muito ao atuar façam papéis bem menores. Já o pequeno Deric Mc Cabe, que vive o Charles Wallace, irmão da protagonista, tem uma aparição marcante. O pequeno aos 9 anos tem muitas falas no longa, e surpreende, lembrando sempre que ele só tem 9 anos. Deram muita responsabilidade para um ator mirim, que praticamente comanda a história, e ele fez bonito. Foi lá e deu seu recado direitinho. Levi Miller, este, é o colírio do filme e levará muitas adolescentes as salas de cinema. Ele é o típico galã, um belo ator teen, bem branquinho, com olhos azuis e rostinho de porcelana, mas que também tem boa atuação. Já a protagonista, interpretada pela atriz atriz Storm Reid, com 14 anos,  dá seu recado, e ponto, nada que surpreenda.

 

 

Quanto a mensagem da obra. O filme toca num ponto que merece destaque sempre, mais e mais. Um acerto enorme a Disney colocar em sua produção como protagonista, uma adolescente de classe média, que mora num condomínio de luxo, estuda em um colégio classe A, mas que ao contrário de outros filmes, ela não é uma patricinha e nem uma princesinha. Esta adolescente de “Uma dobra no tempo” tem a pele negra, os cabelos cacheados, sofre com bullying, tem baixa estima, e vive envolta a vários conflitos. 

 

 

SINOPSE DO FILME

Um cientista, que é pai de Meg Murry e de Charles Wallace, desaparece ao descobrir um novo planeta e usar um conceito chamado de tesseract para viajar até lá. Preocupada com o pai e acreditando que ainda pode encontra-lo. Meg, um colega da escola, Calvin O’Keefe, e o irmão Charles Wallace, são guiados por três misteriosas mulheres conhecidas como Sra. Whatsit, Sra. Who e Mrs. Which. A partir daí, as crianças iniciam uma perigosa jornada e se deparam com diversas situações que abordam o bem e o mal.

 

 

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