Crítica: Filme “Lucky”

Nos cinemas dia 7 de dezembro
 

Por Graça Paes, RJ

 

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Como não se encantar com Lucky? O filme tem uma mensagem belíssima e reflexiva e não deixa de ser uma homenagem ao ator Harry Dean Stanton que dá vida ao protagonista e que  morreu duas semanas antes do longa começar a ser lançado pelo mundo, em setembro de 2017.  Stanton somou em seu currículo 236 produções, em 60 anos de carreira. Ele trabalhou com alguns dos principais diretores de Hollywood e do mundo, como Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, John Carpenter e Wim Wenders. Foi também um dos atores preferidos de muitos cineastas, como Sam Packinpah e David Lynch. Dean Stanton era um ator icônico, mesmo raramente sendo protagonista nos filmes em que atuou.

 

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Harry Dean Stanton teve uma boa parte da vida dedicada ao cinema, e em sua trajetória está seu penúltimo trabalho, Lucky. Que nos faz sair da sala de cinema refletindo em muitas atitudes, como, o que nós estamos fazendo neste mundo? Qual o sentido de nossa existência? Vale a pena casar? Ter filhos? Faz diferença termos amigos ao longo de nossa caminhada? Animais são companheiros?

 

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A direção é do ator John Carroll Lynch que estreia com o pé direito. O elenco também conta com David Lynch, Ron Livingston, entre outros.   

 

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No longa Lucky tem 90 anos, foi militar, e que vive sozinho e leva uma vida pacata em uma pequena cidade do interior. Ele tem suas rotinas caseiras, como fazer exercícios físicos pela manhã, fumar ao longo dia, fazer palavras cruzadas e tomar café da manhã em uma lanchonete. Tem amigos e conversa bastante com eles. Todos os dias ele segue sua rotina, que no longa é retratada, em meio a belas paisagens do deserto que também nos remete a passagem de tempo e desgaste. A vida de Lucky segue na calmaria e sem grandes acontecimentos, até que um dia, ele sofre um desmaio,  sozinho, em casa, e este fato o faz repensar alguns paradigmas e até mesmo temer a morte. A partir daí, algumas mudanças acontecem. 

 

Nota 8. Vale a pena conferir!!!

 

 

 

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