Debate no RMC discute a Olimpíada como agente do desenvolvimento econômico sustentável

O sucesso desta iniciativa pôde ser medido já na Cerimônia de Abertura dos Jogos Rio 2016
 

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A realização da Olimpíada no Rio de Janeiro deve ser considerada a porta de entrada para uma ampla discussão e para implementação de metas que garantam o desenvolvimento econômico sustentável da cidade. O sucesso desta iniciativa pôde ser medido já na Cerimônia de Abertura dos Jogos Rio 2016, no dia 05/08, quando a sustentabilidade foi tema central da festa. Esta foi a avaliação feita durante debate sobre o tema, realizado nesta quinta-feira (18/08), no Rio Media Center (RMC), entre jornalistas e representantes da Prefeitura do Rio, do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralimpicos Rio 2016, e de entidades que trabalham a questão do desenvolvimento sustentável.

 

 

A representante do Comitê Organizados dos Jogos Rio 2016, Tânia Braga, ressaltou a importância da parceria entre os setores públicos e privados na implementação de medidas para melhorar a qualidade de vida das pessoas e desenvolver a economia sustentável em larga escala. De acordo com Tânia Braga, a Olimpíada tem um papel fundamental na adoção de iniciativas inovadoras, que vão desde a racionalização das operações dos Jogos com vista à redução de emissão de gás carbônico até a preparação de mão de obra consciente.

 

 

A expectativa de emissão durante o período olímpico era de 780 mil toneladas de gás carbônico, mas foi reduzida para 490 mil na fase pré-Jogos, e deve cair ainda mais no balanço final. Houve um trabalho intensivo de compensação na emissão de gás, por meio da transformação dos modelos produtivos em setores fundamentais da economia, como a pecuária e a agricultura. A recuperação ambiental do mangue, no Complexo Esportivo de Deodoro, na Zona Oeste, e o reflorestamento da área degradada onde está localizado campo de golfe, também foram tratadas como prioridades.

 

 

“A Olimpíada é um momento onde a gente faz uma movimentação muito grande de pessoas e coisas na cidade, em um período restrito de tempo, e o objetivo é olhar para estas atividades e criar uma semente que possibilite as mudanças em direção ao desenvolvimento econômico sustentável” frisou Tânia Braga, satisfeita com o resultado obtido até agora.

 

 

 

Representando a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, o Assessor Especial do Gabinete do Prefeito Eduardo Paes e Gerente do Programa de Desenvolvimento Sustentável, Rodrigo Rosa, destacou a revitalização da Zona Portuária, os avanços na mobilidade urbana e o trabalho de despoluição da Baía de Guanabara. Rodrigo Rosa lembrou a importância da Rede de Cidades C40, da qual o Rio faz parte, que reúne mais de 80 cidades que trabalham para combater as alterações climáticas e reduzir as ações urbanas que aumentam as emissões de gases com efeito estufa. “O Rio redescobriu sua Baía de Guanabara; conquistamos avanços significativos e vamos continuar nesta direção”, disse Rodrigo Rosa.

 

 

O debate sobre sustentabilidade no RMC contou ainda com as presenças do diretor-executivo da Casa Fluminense, José Marcelo Zacchi; do empresário Oskar Metsavaht, do Instituto E”; e Rodrigo Medeiros e Marcos Simões, da Rede de Soluções de Desenvolvimento Sustentável (SDSN, em inglês), uma entidade internacional com representação no Brasil.

 
 

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