Delfim Aguiar quer representar a região da Barra

AIB News – De olho nas Eleições 2010
 
Com o objetivo de levar aos eleitores cariocas importantes informações que possam auxiliá-los na conscientização do voto, a Associação de Imprensa da Barra (AIB) dá continuidade à serie de entrevistas iniciada no mês de agosto.
Advogado, jornalista, líder comunitário, diretor da Associação Comercial e Industrial do Recreio dos Bandeirantes e do jornal Caminho das Vargens, Recreio & Barra, e candidato a Deputado Estadual, Delfim Aguiar, em entrevista exclusiva à AIB News, no dia 14/9, falou às jornalistas Margareth Santos, repórter, e Tatiana Couto, editora-chefe, dos seus 40 anos de luta em prol da região, dos seus projetos e da região da Barra em 2016.
“Tem que haver um relacionamento entre candidato e eleitor. Se você não o conhece, como é que você vai interagir com ele?”
Por que o senhor quer ser Deputado Estadual?
Eu quero ser Deputado Estadual em função do trabalho que exerço na região há quase 40 anos. As pessoas acham que eu devo me candidatar para representar essa comunidade, principalmente a região da Barra, Recreio, Vargem Pequena, Vargem Grande e Jacarepaguá. O meu trabalho cresce a cada dia e, hoje, ele já é reconhecido nessas áreas. Então, eu sou candidato para representar essa gente e espero contar com os amigos, porque quem elege na verdade são os amigos, os amigos dos amigos e toda essa corrente.
O Sr. acredita que a sua experiência à frente da Associação Comercial e Industrial do Recreio e do Jornal Caminho das Vargens pode lhe render ou tirar votos?
Nem uma coisa, nem outra, porque eu estou na luta comunitária há 30 anos. Eu sou fundador da Associação de Moradores do Recreio, diretor da associação civil comunitária Barralerta, fundei a Associação de Moradores de Vargem Pequena e a do Fontela, e isso é um trabalho de muitos e muitos anos. Se tudo isso dá voto ou não, depende do eleitor. Depende também da gente saber que tipo de discurso o eleitor está querendo. Agora, independente do discurso, eu tenho tem um trabalho que é sério e coerente, baseado na verdade e na credibilidade.
O emissário submarino da Barra, o Túnel da Grota Funda, a Transoeste, o alargamento da Estrada dos Bandeirantes, são resultado de uma luta de 30 anos, onde eu já estava presente. Enfim, eu participei, nos últimos 30 anos, de tudo que aconteceu na região. Ajudando, reclamando, apanhando, escrevendo, mas sempre atento à região.
Eu não acredito, honestamente, que você olhe para a televisão, veja uma pessoa falando e diga que vai votar naquela pessoa. Você vai votar como? Você conhece essa pessoa? Essa pessoa tem ou não caráter. Eu não faço campanha mandando cabo eleitoral, eu vou. Entro em todas as comunidades, a qualquer hora do dia ou da noite, explico e converso. Tem que haver um relacionamento entre candidato e eleitor. Do contrário, não adianta. Se você não conhece, como é que você vai interagir? Desse jeito, não tem como cobrar. 
“Quem tem medo de ser cobrado não deveria ser candidato a coisa alguma”
Caso seja eleito, quais serão suas propostas prioritárias em prol do Rio de Janeiro, em especial para Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Vargens e Jacarepaguá?
Em termos de Rio de Janeiro, claro que eu vou votar, discutir e aprovar sempre coisas de interesse da cidade, que para mim, queiram ou não queiram, continua sendo a capital do Brasil. O Rio é a capital intelectual, cultural, esportiva, capital de tudo. Eu quero, na verdade, representar a capital e acima de tudo a nossa região da Barra e adjacências, que é praticamente um município. É uma área imensa, que está com o crescimento acelerado, sem infraestrutura, e que vai crescer ainda mais em função dos Jogos Militares de 2011, da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Agora, fazer tudo isso só com grandes obras, não adianta, você tem que ter as pequenas obras também. Eu pretendo acompanhar tudo isso. 
A segurança continua devendo, não temos uma escola de Segundo Grau na região, a Delegacia do Recreio envolveu dez anos de luta e o trânsito é um caos. Eu sempre digo que nós somos o final de linha, e tudo que é no final de linha é mais complicado. As coisas acontecem antes em outros bairros e até chegar aqui é difícil. Nós precisamos de obras básicas, limpar as lagoas e melhorar os transportes e a segurança. Se a gente vive no melhor lugar do mundo, esse ainda não é o lugar, pois está faltando muita coisa.
Sendo Deputado Estadual, como o senhor poderá contribuir com o Rio, no sentido de viabilizar os projetos assumidos para a realização da Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016?
O papel de deputado estadual é, acima de tudo, fiscalizar as obras, verificar se os valores estão realmente sendo aplicados nas obras ou em outras coisas. São obras importantes, pesadas, fundamentais e que não podem ser feitas de qualquer maneira. Tem que se fazer uma coisa decente. Além disso, todas essas obras que estão sendo realizadas não podem ser atribuídas apenas aos Jogos, mas devem ser concluídas por uma necessidade nossa. O legado das Olimpíadas é o resultado dessas obras. Nós queremos que esse legado fique. Não queremos que o Rio de Janeiro sedie as Olimpíadas e que o povo não ganhe com isso. E a função do deputado estadual é exatamente essa, a de fiscalizar e ver se os valores estão sendo empregados nas obras ou estão sendo desviados para outra coisa mais imediata e de outros interesses… 
Eu pretendo exercer dessa maneira a minha função, afinal, a gente tem que gostar muito da região para poder fazer. Quem vem aqui, dá um churrasco e vai embora, não vai fazer por aqui. As pessoas se iludem. E aqui tem muita coisa para ser feita. Quem quiser trabalhar, com certeza vai encontrar muito trabalho. E eu, se eleito, vou trabalhar bastante, pois eu gosto de ser cobrado. Quem tem medo de ser cobrado não deveria ser candidato a coisa alguma.
“A região vai viver nos próximos seis anos um momento que não se via e se esperava há muito tempo”
Como o Sr. vê o Rio de Janeiro, a região da Barra e adjacências, em 2014?
Eu vejo a cidade numa fase de crescimento. Todo mundo estará voltado para o Rio de Janeiro, então é necessário trabalhar e fazer com que as obras continuem acontecendo. Eu acho que a região vai ganhar muito, sem falar na imensa publicidade e na geração de empregos. Para essa área nós estamos prevendo um crescimento como nunca houve. O grande boom da Barra foi há dez anos e o segundo está sendo agora. E nós temos que estar preparados para isso. 
A região vai viver nos próximos seis anos um momento que não se via e se esperava há muito tempo. Com muitos investimentos e negócios que interessam a todos. Não apenas investimentos do Governo, mas da iniciativa privada também, que está acompanhando o processo e melhorando o bairro. Eu acho que a partir de agora, mas do que nunca a gente tem que ter orgulho de dizer que moramos na Barra, no Recreio, nas Vargens e em Jacarepaguá. Esse é um lugar maravilhoso e nós temos mais é que brigar por ele.

Fonte: Margareth Santos

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