Dengue pode voltar no verão

Perigo da Dengue
 

O superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Secretaria de de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe, admitiu que o estado corre o risco de ter uma nova epidemia da doença no próximo verão. Em 2008, foram registrados 249 mil casos de dengue e pelo menos 250 pessoas morreram em todo o Rio de Janeiro em decorrência da doença.

Para combater a dengue, Chieppe informou que a secretaria realizará ações em parceria com os municípios. Entre elas estão a notificação de todos os casos suspeitos da doença em até sete dias, estudos para mapear a incidência nos 92 municípios fluminenses, eventos públicos para conscientizar a população da necessidade de combate ao mosquito Aedes aegypti e a atuação de 3 mil bombeiros como agentes de combate à dengue. O uso do fumacê ainda está sendo avaliado.

Segundo o superintendente, como o Rio não teve epidemia nos anos de 2009 e 2010, o estado acumulou uma parcela da população suscetível a contrair a doença. "No Brasil existem três tipos de vírus da doença circulando. À medida que a população vai adquirindo imunidade ao tipo do vírus causador da epidemia, ele vai perdendo a força com o passar do tempo e abre espaço para um novo tipo de vírus. O tipo 2, último causador de uma epidemia, em 2008, perdeu força e, para o próximo verão, entra o tipo 1, vírus que não circulava no estado há muitos anos."

Chieppe voltou a fazer recomendações para o combate à doença. “Combater ao foco do mosquito e, se adoecer, procurar o posto de saúde mais próximo.” Segundo ele, 95% dos focos de mosquito estão dentro das próprias residências.

Ao anunciar  a criação do Risco Dengue, ferramenta para avaliar os riscos de epidemias da doença, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que o Rio de Janeiro está entre os dez estados brasileiros mais suscetíveis a uma epidemia de dengue no próximo verão. O ministro recomendou que o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti de 2010 seja feito em 82 dos 92 municípios fluminenses.

Fonte: Agência Brasil

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