Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

Into ajuda pacientes amputado
 

O Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência é lembrado em 21 de setembro (amanhã).  O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into) faz um trabalho de apoio emocional aos deficientes físicos, pessoas que, vítimas de doenças e acidentes, têm suas vidas alteradas após uma grave lesão. A psiquiatra da Àrea de Saúde Mental do Into, Katharine Fonseca de Almeida, coordena o trabalho com pacientes que passam por algum tipo de amputação e explica o lado racional envolvido nessa cirurgia: “Em casos de tumor ou infecção crônica em que a pessoa está sofrendo, a amputação pode representar a libertação, pois ele perde o membro doente, mas ganha a oportunidade de ficar livre da doença”, resume ela.
 

O Into fornece diversos tipos de próteses e garante sua troca ou manutenção durante os anos posteriores a cirurgia. Além do cirurgião, o amputado recebe o atendimento de uma equipe multidisciplinar envolvida em sua reabilitação, como fisiatras, psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e assistentes sociais. Segundo a chefe da Unidade de Reabilitação do Into, Eliane Araújo, a reabilitação é o caminho de volta para a vida funcional: com certeza, depois de uma amputação ou lesão grave, há mudanças no estilo de vida, mas o paciente tem plenas condições de retomar suas atividades rotineiras após algumas adaptações em seu estilo de vida.
 

O sucesso do trabalho de recuperação dos pacientes está diretamente ligado à sua família, que recebe orientações através de reuniões voltadas para a troca de experiências. As famílias se ajudam e dividem suas dificuldades em busca da aceitação para uma nova realidade. Já os amputados recebem apoio psicológico desde o momento de indicação para a cirurgia, facilitando o enfrentamento da nova condição.  A equipe de Saúde Mental do Into também indica cursos especiais que ajudam na readaptação. As pessoas que passam pela amputação têm diferentes visões de vida. “Alguns enxergam essa fatalidade como uma oportunidade de recomeçar, uma segunda chance para mudar sua vida. Eles retomam os estudos e cuidam mais da saúde”, explica Katharine.

Fonte: FSB

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