Dilma, primeira mulher eleita presidente, deixa cargo a 2 anos do fim do mandato

Com a saída de Dilma, encerra-se um ciclo de 13 anos de governos petistas.
 

Dilma

Em 1° de janeiro de 2011, ao assumir o mandato como primeira presidente mulher do Brasil no Congresso Nacional, Dilma citou em seu discurso os versos de Guimarães Rosa: “A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.

 

 

 

Cinco anos e meio depois, ela voltou ao mesmo cenário em que foi empossada para enfrentar o julgamento do impeachment que a afastou em definitivo do cargo, mais de dois anos antes do fim de seu segundo mandato. Ex-ministra do governo Lula e presa política durante a ditadura militar, Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947. Filha do imigrante búlgaro Pedro Rousseff e da professora Dilma Jane da Silva, nascida em Resende, no Rio de Janeiro, Dilma tem uma filha, Paula, e dois netos, Gabriel e Guilherme.

 

 

Eleição

No dia 3 de abril de 2010, Dilma, que nunca havia disputado um cargo eletivo, deixou a equipe ministerial para se candidatar à Presidência da República pelo PT, com apoio de Lula. No segundo turno das eleições, em 31 de outubro de 2010, Dilma derrotou o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB). Aos 63 anos, Dilma Rousseff foi, então, eleita presidenta da República, com quase 56 milhões de votos. A primeira mulher a presidir o Brasil.

 

 

Em 2013, foi considerada como a segunda mulher mais poderosa do mundo, atrás apenas da chanceler alemã Angela Merkel, pela revista Forbes. A reeleição, conquistada também em segundo turno, veio em 2014. No dia 25 de outubro daquele ano, com 54.501.118 votos (51,64%), Dilma foi reeleita, derrotando o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que teve 51.041.155 votos (48,36%).

A presidenta Dilma Rousseff chega ao Congresso Nacional onde toma posse no plenário da Câmara dos Deputados, para o segundo mandato (Marcelo camargo/Agência Brasil)

A presidenta Dilma Rousseff assumiu o segundo mandato em 2015Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

 

Impeachment

Dos mais de 30 pedidos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff que chegaram à Câmara dos Deputados no ano passado, o então presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acolheu apenas o que foi apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal, no dia 21 de outubro. A presidenta foi acusada de crime de responsabilidade fiscal e de edição de decretos sem autorização do Legislativo.

 

 

 

Dilma alega inocência, afirmando que não havia infringido a lei, e diz que é vítima de um golpeliderado por Eduardo Cunha e Michel Temer, seu vice-presidente com quem teve uma relação conturbada. Fernando Collor, primeiro presidente eleito por voto direto após a ditadura militar, foi o primeiro chefe de governo brasileiro afastado do poder em um processo de impeachment.

 

 

 

Com Dilma Rousseff, é a segunda vez que um presidente perde o mandato no mesmo tipo de processo. Aprovado na Câmara e no Senado, o processo entrou na fase de julgamento dia 25 de agosto. Em maio, ela foi afastada temporariamente da Presidência da República após os senadores acatarem o processo.

 

 

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