Eleições 2014: Guerra entre PT e PMDB

Lindbergh Farias (PT) pode disputar a sucessão do governador Sérgio Cabral com vice-governador Luiz Fernando Pezão PMDB
 

 

 

 

A coisa tá feia entre duas grandes bases aliadas de Dilma Rousseff. O pré-candidato do PT ao governo do estado do Rio de Janeiro, Lindbergh Farias, reagiu fortemente às criticas do PMDB estadual, que afirmou em nota, na segunda-feira, dia 25 de fevereiro, ser contra o lançamento de duas candidaturas na base aliada da presidente Dilma Rousseff.

 

 

O senador petista se manifestou e avisou que o PMDB não pode escolher o candidato do PT.   “O diretório regional do PT deliberou, por unanimidade, a minha pré-candidatura. Também é do meu entendimento liderar a coalizão de toda a base aliada. Mas, se o PMDB entender diferente, reconhecemos o direito e a autonomia de lançarem a candidatura (do Pezão). Essa convenção é do PMDB. Eles devem escolher o candidato do PMDB. Só não podem escolher o nosso candidato”, disse ele.

 

 

Na segunda-feira, dia 26, o PMDB reafirmou o nome do vice-governador Luiz Fernando Pezão como indicado do partido e ressaltou que “não há hipótese de ele não ser candidato”. O PT pretende lançar o senador Lindbergh Farias para disputar a sucessão do governador Sérgio Cabral, do PMDB.

 

 

Na nota, assinada pelo presidente regional, Jorge Picciani, e que será lida no sábado, dia 2 de março, durante a convenção nacional do partido, o PMDB ressalta que “o palanque duplo para a presidente Dilma no Rio não se sustenta”. Para os peemedebistas, “trata-se de uma equação que não fecha e cujo resultado não será a soma, mas a subtração”, alega Picciani.

 

 

Segundo o PMDB, a candidatura de Pezão “é fundamental para o Rio e muito importante para o Brasil a continuidade das políticas públicas implementadas pelo governador Sérgio Cabral ao longo do seu governo”.

 

 

Já para o deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ), os termos da nota do PMDB fluminense são “inaceitáveis”.  “O PMDB quer condicionar uma aliança nacional com uma chantagem regional. Estão querendo impor quem vai ser o governador sem dar liberdade de escolha ao eleitor. Querem ganhar por W.O”  – afirmou Molon.

 

 

 

 

 

Dilma segue os passos rumo à reeleição

 

No PT, durante a festa pelos dez anos do partido no poder, Dilma foi lançada candidata à reeleição pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela rejeitou a herança de Fernando Henrique Cardoso ao dizer que “nós não herdamos nada. Construímos”.

 

 

Ao lado do senador Aécio Neves (MG), pré-candidato tucano à Presidência, e do governador de Minas Gerais, Antonio Anastásia, Fernando Henrique afirmou que o PT “usurpou” os programas do PSDB, mas não conseguiu colocá-los em prática. “O país requer outra voz. Há um cansaço, eles criaram o monopólio da palavra. Corremos o risco de nos transformarmos em uma democracia deformada. O que aconteceu no Brasil foi uma usurpação de projetos. Quem não tem projeto está no governo”.

 

 

Embora tenha evitado falar em nomes, FH afirmou que chegou a hora de Aécio e que sua indicação para disputar a Presidência é consenso na ala paulista do partido.  “O passado já passou. Vamos ver a condição que nos leve a vitória. Neste momento, a pessoa que tem maiores condições, a meu ver, é o senador Aécio Neves”  — declarou.

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