Estado pagará aluguel social na Região Serrana

Estado pagará aluguel social na Região Serrana
 
O secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, anunciou nesta sexta-feira (11) que a primeira parcela do aluguel social será paga no dia 15 deste mês às vítimas das chuvas que afetaram a Região Serrana do estado em janeiro. O cronograma de pagamento começa com as famílias que têm cartão do programa Bolsa Família. A partir do dia 24, o auxílio será pago para aquelas que abriram conta simplificada específica para esse fim na Caixa Econômica Federal.
 
O aluguel social vai beneficiar  7 mil famílias das sete cidades atingidas pelas chuvas (Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Areal, Bom Jardim, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto). Seis mil receberão o benefício de R$ 500, por 12 meses, nas três maiores cidades. Já nos outros quatro municípios, mil famílias serão beneficiadas, com R$ 400 mensais. O valor total dos recursos para as sete cidades é de R$ 40,8 milhões/ano e foi anunciado no dia seguinte à tragédia.
 
O início do pagamento do aluguel social começa menos de um mês após o cadastramento das famílias, executado pelas prefeituras sob a coordenação da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos. Duas mil famílias que estão nos 140 abrigos da região foram cadastradas no tempo recorde de dois dias. Em seguida, o cadastro foi feito com as 4 mil famílias alojadas em casas de parentes ou amigos.  A próxima etapa do cadastramento vai atingir famílias que estão sendo removidas de áreas de extremo risco.
 
O secretário Rodrigo Neves explica que a velocidade no trabalho de cadastramento e do início do pagamento do auxílio deve-se à estruturação de um programa e da integração do sistema de dados da Secretaria e do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), com suporte técnico do Proderj, que processou e montou um banco de dados de todas as famílias vítimas das chuvas na região.  Além disso, um convênio entre o MDS, a Secretaria e a Caixa Econômica vai possibilitar o pagamento do auxílio em conta corrente.
 
– A ação do aluguel social é inédita na forma como está sendo desenvolvida e deu agilidade a todo o processo. A parceria da Secretaria com o MDS, Caixa e Proderj vai permitir que as famílias recebam o auxílio no banco, como nunca ocorreu anteriormente. Outra medida importante é que com esse banco de dados poderemos fazer o acompanhamento social permanente dessas famílias e integrá-las em programas habitacionais definitivos”, afirmou Neves.
 
Duas mil famílias cadastradas nos abrigos receberão do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, com recursos do Fundo Estadual de Assistência Social, 2 mil kits com móveis, eletrodomésticos (TV, fogão e geladeira) e utensílios de cozinha. Essa ação inicia-se na segunda quinzena deste mês.
 
Doações chegaram a 2 mil toneladas 
 
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) atuou de forma imediata para providenciar ajuda humanitária e assistencial às vítimas das chuvas na Região Serrana. No dia 12 de janeiro, foi instalado o Gabinete Integrado da Assistência Social na região, congregando as secretarias de assistência social dos municípios com o objetivo de tratar imediatamente da remoção para locais seguros das famílias que moravam nas áreas de extremo risco de deslizamentos. 
 
Nos primeiros quatro dias, todos os alimentos, água, colchonetes, cobertores, entre outros itens de primeira necessidade, foram enviados a partir do estoque regulador da Conab e aquisições da SEASDH. Um grande trabalho de logística foi elaborado para a captação de donativos, armazenamento, transporte e o fluxo de entrega nos abrigos instalados nos municípios.  Uma rede de mais de 20 grandes empresas e instituições do Rio de Janeiro e do país foi montada de forma ágil, sendo decisiva para a pronta resposta. 
 
As doações encaminhadas para os sete municípios da Região Serrana a partir da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos somam 2 mil toneladas. Foram enviados alimentos, água, colchonetes, fraldas, roupa de cama e material de limpeza e higiene pessoal.  O fluxo de entrega para os cerca de 140 abrigos da região foi montado pela SEASDH a partir da sala de situação instalada na sede da secretaria, no Rio. 
 
Além das doações em gêneros, os bancos Itaú, Bradesco e Santander abriram contas em nome do Fundo Estadual de Assistência Social e já arrecadaram R$ 4,2 milhões. A secretaria também coordenou ações integradas junto às áreas de responsabilidade social de empresas para apoio às iniciativas emergenciais do governo estadual na tragédia.
 
O anúncio da antecipação do pagamento dos benefícios sociais, entre eles o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (pago a idosos e pessoas com deficiência), para o dia 18 de janeiro, também foi negociado pela SEASDH com a Caixa Econômica e o Ministério do Desenvolvimento Social. Trinta e uma mil famílias do programa Bolsa Família foram beneficiadas.
 
O acompanhamento pela Fundação da Infância e Adolescência (FIA), vinculada à SEASDH, das crianças vítimas da tragédia, e a instalação do Comitê para acompanhamento de crianças e adolescentes em pareceria com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos foi outra ação desenvolvida. Paralelamente, a Ouvidoria da secretaria cadastrou e orientou 500 voluntários de municípios do Rio de Janeiro e de outros estados para trabalhar em diversas frentes nas cidades atingidas.
 
Em parceria com o Detran, a SEASDH e a Fundação Leão XIII lançaram um mutirão para que as pessoas que perderam documentos tirem a segunda via da carteira de identidade. Foram solicitados 7.719 expedidas.
 
 
 
 

Fonte: Assessoria

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