Estado terá primeira fábrica de biosiesel

Estado terá primeira fábrica de biosiesel
 

O Rio de Janeiro vai inaugurar até junho próximo sua primeira fábrica de biodiesel. A Gran Valle Química, no município de Porto Real, na Região Médio Paraíba, está concluindo as obras da fábrica que vai produzir 100 milhões de litros do combustível por ano, a partir de oleaginosas. O objetivo da empresa é absorver produtos da agricultura local, mas calcula-se que serão necessários ainda cerca de dois anos, para o desenvolvimento de todo o projeto.

A Gran Valle é o primeiro resultado do programa RioBiodiesel, que vem sendo desenvolvido há 10 anos dentro da Secretaria de Ciência e Tecnologia. Apesar de a produção de biocombustíveis ainda enfrentar críticas em todo o mundo, para o idealizador do projeto, o engenheiro e pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas Nelson Furtado, a fábrica será um grande ganho para a cidade.

– O Estado do Rio de Janeiro consome dois bilhões de litros de diesel por ano. Precisamos fazer alterações na nossa matriz energética, não há outra saída. A Gran Valle Química é apenas o primeiro passo – avalia Furtado.

. O pesquisador acredita no potencial produtivo do Rio de Janeiro para que o estado se torne autosuficiente na utilização de diesel e conta que quando começou a falar em biodiesel o chamavam de maluco.

– Na época, o barril de petróleo custava US$ 10. Hoje o barril chega a US$ 140, muito acima dos US$ 50 que já fazem o biodiesel um combustível viável economicamente. Ou seja, trata-se de uma necessidade de mudarmos nossa matriz energética. E é importante para o Rio, um dos principais consumidores do combustível no país, participe desse processo – disse Furtado.

De acordo com o pesquisador, a fábrica desenvolverá projetos para que famílias possam trabalhar com o Pinhão Manso, uma oleaginosa que vem sendo estudada como matéria-prima para o biodiesel.

No Brasil, há 110 fábricas de biodiesel atualmente. A principal oleaginosa utilizada para a produção de biocombustível é a soja, que responde por cerca de 85% da produção, na qual o Rio de Janeiro ainda não tem participação alguma.

Fonte: Governo do Rio

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