Fechamento de Maternidade da Praça XV é alvo de críticas

  O fechamento do Hospital Maternidade Oswaldo Nazareth, a Maternidade da Praça XV, ao meio dia desta quinta-feira (07), pegou de surpresa especialistas e órgãos representativos da área de saúde. A prefeitura é acusada de falta de transparência e quebra de compromissos assumidos anteriormente, mas se defende, dizendo que o processo foi conduzido de maneira[...]
 

 

O fechamento do Hospital Maternidade Oswaldo Nazareth, a Maternidade da Praça XV, ao meio dia desta quinta-feira (07), pegou de surpresa especialistas e órgãos representativos da área de saúde. A prefeitura é acusada de falta de transparência e quebra de compromissos assumidos anteriormente, mas se defende, dizendo que o processo foi conduzido de maneira correta e a demanda atendida pela unidade será suprida pela rede municipal de saúde. Os motivos para o fim das atividades, entretanto, não foram esclarecidos.

 

 

O vereador Paulo Pinheiro (PSOL-RJ) afirma que todo o processo de fechamento foi feito de maneira obscura e nem mesmo o motivo da interrupção dos atendimentos ficou claro:  “A razão alegada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para o fechamento é que a maternidade tem que entrar em obras, mas eles não dizem que obras são. Há algum mistério que a gente não saiba? Os funcionários receberam a informação de que o prédio foi interditado pela Defesa Civil. Nesse caso, se havia risco iminente, porque os pacientes ficaram todo esse tempo em risco?”, questiona o parlamentar, que apresentará um requerimento de informação à SMS, solicitando esclarecimentos sobre as causas da interdição.

 

 

Até agora não houve esclarecimentos sobre as razões para fechar a Maternidade da Praça XV
        Até agora não houve esclarecimentos sobre as razões para fechar a Maternidade da Praça XV

 

As versões sobre o motivo do fechamento são desencontradas, visto que a prefeitura não oferece qualquer justificativa concreta para o término das atividades. Limita-se a dizer que há “necessidade de reformas estruturais e arquitetônicas, hospitalares sistêmicas e profundas”. Outros dizem que a Marinha, dona do prédio, poderia ter pedido sua desocupação, embora o prefeito Eduardo Paes, quando concorria à reeleição, tenha descartado essa possibilidade. Há ainda quem culpe a falta de funcionários para a desativação.

 

 

Recorrer à Justiça

Presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Corem-RJ), Pedro de Jesus, ficou indignado com a notícia. Segundo ele, a entidade enviou um ofício à prefeitura pedindo esclarecimentos sobre a Maternidade da Praça XV, Caso as respostas não forem consideradas satisfatórias, ele promete recorrer à Justiça para impedir o fechamento:  “Antes das eleições, estive com o prefeito e ele tinha se comprometido com o Corem que não iria fechar nenhuma unidade, muito menos uma obstétrica. Mas isso foi antes das eleições. Depois, tudo muda. Se a justificativa não for muito convincente, vamos acioná-los judicialmente, porque é nosso dever impedir a redução de leitos obstétricos. Não há motivo para o fechamento de uma unidade tão atuante”, afirma.

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