Frente fria chega ao Rio com ventos fortes e ressaca

A ressaca atingiu também o calçadão da Praia de Piratininga, na região oceânica de Niterói, parte do calçadão foi destruída e em alguns trechos o piso cedeu
 

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Após vários dias de muito calor, sem chuva e de umidade do ar baixa, a cidade do Rio de Janeiro amanheceu hoje (28) com os termômetros registrando temperaturas bem mais frias do que nos últimos dias. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura máxima nessa quinta-feira não passará dos 25° graus Celsius (°C), enquanto a mínima fica nos 19°C.

 

 

Para se ter uma ideia da mudança brusca do clima, na última semana os cariocas tiveram dias em que a temperatura chegou a 42°C com pouca intensidade de ventos. Hoje, no Forte de  Copacabana, os ventos chegaram a 83 quilômetros por hora (km/h).

 

 

Segundo a meteorologista do Centro de Operações Rio (COR) Juliana Hermsdorff, a mudança no tempo ocorreu pela chegada de uma frente fria precedida de ventos fortes. “É uma frente fria clássica, que naturalmente derruba os termômetros e que ainda veio acompanhada de uma massa de ar frio por trás. Devemos ter um dia com tempo fechado e frio, mas amanhã essa frente já começa a se afastar da cidade”, explicou.

 

 

Juliana lembrou que dias de frio, como o de hoje, serão mais comuns entre os cariocas daqui pra frente. “A gente já está na metade do outono, logo o inverno chega, então é comum essa redução gradual da temperatura, com ares mais frios e ventos úmidos”, disse.

 

 

Na praia do Arpoador, em Copacabana, zona sul do Rio, a ressaca foi intensa, com ondas de até 5 metros, e o mar chegou a encobrir a areia por volta das 6h da manhã. Um pouco mais tarde, já era possível observar um recuo das águas, porém, o mar continuava bastante agitado.

 

 

O carioca Marcelo Almeida, jornalista de 42 anos, mora em Curitiba, mas estava na cidade hoje. Ele se disse ao mesmo tempo impressionado e assustado com o mar. “É maravilhoso. Um cenário espetacular. Mesmo sendo carioca eu nunca vi algo assim. É lindo, mas chega a ser amedrontador. O acidente na ciclovia Tim Maia ainda está vivo na nossa memória, então é impossível ver essas ondas e não ficar um pouco receoso”.

 

 

A funcionária pública Denise de Oliveira, 58 anos, mora no Arpoador e disse que é comum ver cenas como a de hoje nessa época do ano. “Eu moro aqui por perto e sempre vejo o mar assim nessa época. Hoje eu tava indo para o mercado, aí peguei o caminho aqui da praia e fui surpreendida com isso. É muito bonito, indiscutivelmente. Mas eu não tenho coragem de entrar aí [mar] hoje não (risos). Na realidade vim por aqui para minha amiga, que é de Brasília, poder admirar”, confessou.

 

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