Frota de ônibus do Rio utiliza combustível limpo

A meta de utilização do biodisel na frota de ônibus municipais, proposta no Caderno de Encargos Rio 2016, já foi alcançada
 
 

Foto: Divulgação/SMTR

 

 

A Prefeitura do Rio continua avançando no que diz respeito à sustentabilidade dos transportes na cidade. O documento estabelecia que 100% dos ônibus regulares da rede pública utilizassem 5% de biodiesel. Atualmente, toda frota regular de ônibus no município utiliza biodiesel. O combustível é B7, com 7% de biodiesel adicionado ao diesel. Já o BRT utiliza combustível B10, com 10% de biodiesel adicionado ao diesel.

 

 

 

O sistema BRT utiliza ônibus articulados de grande capacidade com tecnologia que atende ao padrão europeu de emissões. Atualmente, há dois corredores em operação: BRT Transoeste (2012) e BRT Transcarioca (2014); a Transolímpica entrará em operação para os Jogos Rio 2016 e, em 2017, será inaugurada a Transbrasil, expandindo o sistema, com substituição de ônibus comuns por BRTs.

 

 

 

Os benefícios do sistema BRT no que diz respeito à redução de gases de efeito estufa já são comprovados. No início deste ano, a cidade do Rio recebeu em Washington o prêmio Sustainable Transport Award (STA), do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP, da sigla em inglês para Institute for Transportation and Development Policy), que anualmente premia cidades que implementam iniciativas que melhorem a mobilidade de pedestres, ciclistas e usuários do transporte público, assim como reduzir a emissão de gases do efeito estufa durante o ano anterior. Uma das iniciativas que levaram à escolha do Rio ao prêmio foi o BRT Transcarioca, que liga o aeroporto internacional Antônio Carlos Jobim, no Galeão, ao Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca.

 

 

 

Segundo dados do relatório do ITDP de 2015, “as emissões no corredor TransCarioca diminuiriam com o BRT principalmente devido à troca completa da frota para veículos mais eficientes e a uma transferência modal dos carros particulares para o BRT. Em relação ao dióxido de carbono, a redução chegaria a 65,5 mil toneladas do composto químico gasoso por ano. Do total de emissões do cenário base, 46% seriam resultantes das viagens em carros particulares, que transportam um número significativamente inferior de pessoas por veículo do que os articulados do BRT e demandam, assim, mais viagens para uma mesma demanda. Na cidade do Rio de Janeiro, segundo o Inventário de Emissões da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC-RJ e COPPE, 2011), 53% das emissões de gases do efeito estufa do setor de energia – o equivalente a 4.978 mil toneladas por ano estariam atreladas ao setor de transporte de passageiros. Neste contexto, o abatimento de 65,5 mil ton CO2 por ano com o BRT TransCarioca representaria 1,3% da redução de emissões prevista para o setor de transportes urbanos da cidade”. Leia o relatório completo aqui (2015).

 

 

O relatório do ITDP sobre o BRT Transoeste, feito em 2013, já havia mostrado resultados positivos do sistema no que diz respeito à sustentabilidade. Leia o relatório completo aqui(2013).

 

– Redução de emissões de dióxido de carbono (CO2): 107,000 toneladas/ano*
– Redução de emissões de material particulado (PM): 6.9 toneladas/ano*
– Redução de emissões de óxidos de nitrogênio (NOx):206 toneladas/ano*
*Estimativa anual considerando vinte anos.

 

Para efeito comparativo*, com relação aos poluentes locais (monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC) e óxidos de nitrogênio (NOx) e material particulado (MP), o BRT:

• emite 47 vezes menos que as motocicletas
• emite 25 vezes menos que os automóveis
• emite 32,5% menos que o sistema de ônibus convencional

Já com relação aos poluentes globais (Dióxido de carbono- CO2), o BRT:

• emite 3,7 vezes menos que as motocicletas
• emite 10 vezes menos que os automóveis
• emite 9% menos que o sistema de ônibus convencional
 

 

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