Gripe A no Rio

Rio de Janeiro tem estrutura para enfrentar a gripe A
 

No Rio de Janeiro, os serviços de saúde contam com uma estrutura significativa para enfrentar a pandemia de influenza A (H1N1). Além das quatro unidades de referência preparadas para dar assistência a pacientes graves e com fatores de risco, o estado tem 35.911 leitos de internação do SUS divididos em várias especialidades e 2.087 estabelecimentos de atenção básica. Nos hospitais de referência do RJ, há 71 leitos de UTI para prestar assistência aos pacientes.

Entre as unidades de atenção básica destacam-se os postos de saúde, os centros de saúde, as unidades mistas e as unidades móveis fluviais (veja abaixo). Do total de 2.087 estabelecimentos de atenção básica do Rio de Janeiro, 1.158, isto é, 55% têm equipes de saúde da família (ESF), atuantes na promoção de saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e na manutenção da saúde da comunidade. São 1,4 mil ESF no estado, responsáveis por uma cobertura populacional que ultrapassa 4,8 milhões de pessoas.

Em todo o Brasil, o SUS tem 68 unidades de referência, 42.412 estabelecimentos de atenção básica e 368 mil leitos de internação nos 5,9 mil hospitais credenciados. Nos hospitais de referência de todo o país, há 1.978 leitos de UTI (veja quadro abaixo). Também há 30 mil equipes de saúde da família em todo o país. Formadas por profissionais de especialidades básicas, essas equipes fazem uma cobertura populacional de 90 milhões de pessoas, isto é, 50% dos brasileiros.

 
DIFERENCIAL – O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (MS), Alberto Beltrame, destaca que, com a confirmação de transmissão sustentada realizada no dia 16 de julho no Brasil (o que significa que há circulação do vírus entre pessoas sem vínculo com quem esteve no exterior), a população passou a contar com a estrutura de toda a rede de saúde existente para ter acesso à assistência. Seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a preocupação é evitar o agravamento da enfermidade e a ocorrência de óbitos.

Para Beltrame, a existência do SUS é o diferencial do Brasil no enfrentamento do novo vírus A (H1N1). “A primeira fase foi a de contenção. Agora, com a transmissão sustentada, passamos a contar com toda a atenção básica e todos os hospitais de país, que têm uma estrutura enorme. O MS está absolutamente seguro de que a rede disponível tem capacidade para atender a população”, afirma o secretário.
 
ESTOQUE DE MEDICAMENTOS – O Ministério da Saúde tem medicamento suficiente para enfrentar a pandemia de influenza A (H1N1). Há matéria-prima para produção de 9 milhões de tratamentos de fosfato de Oseltamivir (cada um com 10 cápsulas), conhecido como Tamiflu. Além disso, no dia 21 de julho, o governo federal recebeu um lote de 50 mil tratamentos. Desses, 15 mil foram enviados para o Rio Grande do Sul. Outros 150 mil tratamentos produzidos por Farmanguinhos (laboratório da Fiocruz) começam a ser distribuídos em agosto. Até o fim de setembro, outros 800 mil tratamentos adquiridos pelo MS chegarão aos depósitos federais. Sendo assim, nos próximos dois meses, o governo federal terá um milhão a mais de medicamentos disponíveis.
 
AUTOMEDICAÇÃO – O MS reitera a importância de a população não se automedicar. O uso indiscriminado do antiviral para todos os casos de gripe pode tornar o novo vírus A (H1N1) resistente ao medicamento, isto é, diminuir sua eficácia no tratamento da doença. Países como Hong Kong, Japão, Dinamarca e Canadá já registraram casos de resistência ao fármaco.

De acordo com o Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza do Ministério da Saúde, apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicados com o fosfato de oseltamivir. O grupo de risco é composto por idosos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer, em tratamento para AIDS), pessoas com obesidade mórbida e também com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.

Fonte: Agência Saúde

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