Leilão do Instituto D. Isabel

Quadro Redentora e Lote de cartas
 

O Instituto D. Isabel (www.idisabel.org.br) está anunciando a venda de um quadro inédito da Redentora e de um lote de cartas de sua irmã, a Princesa D. Leopoldina Thereza (*1847 †1871).

QUADRO

O quadro de Jules Le Chevrel (c.1810 †1872), pintor que se estabeleceu na Corte de D. Pedro II por volta de 1845, após estudar na École des Beaux-Arts de Paris, retrata D. Isabel em trajes de gala, como Princesa Imperial (herdeira do trono) e estima-se que seja da época logo posterior a sua maioridade (1864), quando ela casou-se com o príncipe francês Gaston de Bourbon-Orleans (*1842 †1922), Conde de Eu.

Jean Jules Le Chevrel foi professor interino da Imperial Academia de Belas Artes, substituindo Victor Meirelles e Pedro Américo; mais tarde, tornou-se titular da cadeira de Desenho da Academia (1864) e, depois, da de Pintura Histórica (1868).

A tela permaneceu inédita nesses 120 anos de República, jamais sendo arrolada em nenhuma lista de retratos da herdeira de D. Pedro II.

O quadro pertence à coleção de um dos príncipes de Orleans-e-Braganca — descendente direto da Redentora —, que mora no Rio de Janeiro e está avaliado em R$ 350.000,00 (trezentos e cinqüenta mil reais).

CARTAS

 O lote de 20 cartas de D. Leopoldina Thereza Francisca Carolina Michaela Gabriela Raphaela Gonzaga de Bragança e Borbone, Princesa do Brasil, Princesa de Bragança e, por casamento, Princesa de Saxe-Coburgo-Gotha e Duquesa na Saxônia, é endereçado a duas nobres brasileiras que foram damas, amigas e afilhadas da Redentora e de sua irmã.

 A Princesa D. Leopoldina teve uma vida curta, mas feliz. Casou-se com o príncipe germânico Ludwig August de Saxe-Coburgo-Gotha (*1845 †1907), conhecido na historiografia brasileira como “Duque de Saxe”. O príncipe era primo-cruzado — duas vezes primo-irmão, na linguagem técnica da genealogia — de seu concunhado Gaston de Orleans. D. Leopoldina Thereza terminou seus dias ao lado da irmã querida e melhor amiga, D. Isabel, vítima de febre tifóide, após dar à luz seu quarto filho. Morreu com apenas 23 anos, em 7 de fevereiro de 1871, no Palácio Coburgo de Viena e foi transferida para a cripta da Casa Ducal coburguense, onde está enterrada. Era tida na família como um “anjo de bondade” e seu triste fim abalou D. Pedro II e D. Thereza Christina de forma incurável.

D. Leopoldina Thereza teve quatro filhos, que foram príncipes do Brasil por vontade de D. Pedro II e beneplácito da Assembléia Geral do Império e príncipes de Saxe-Coburgo-Gotha por nascimento: D. Pedro Augusto (*1866 †1934), D. Augusto Leopoldo (*1867 †1922), D. José Fernando (*1869 †1888) e D. Luiz Gastão (*1870 †1942). Os dois primeiros foram herdeiros e eventuais sucessores de sua tia, D. Isabel, que foi infértil nos primeiros dez anos de casamento (1864-74); os dois últimos nunca mantiveram ligação com o Brasil.

D. Pedro Augusto ficou célebre em 2007, com o lançamento de O Príncipe Maldito, romance biográfico da historiadora carioca Mary Del Priore.

O lote de cartas pertence à coleção de um dos descendentes das destinatárias e está avaliado em R$ 30.000,00 (trinta mil reais).

 Contato para informações e detalhes:

Prof. Bruno da Silva Antunes de Cerqueira (gestor do IDII)

(21) 9531-2591

idii@uol.com.br

Fonte: Instituto D. Isabel

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