Livro traz propostas para saúde no Brasil em 2021

O principal público leitor são estudantes e profissionais da saúde, que fazem a medicina no país hoje e amanhã
 

A Interfarma – Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa e a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – publicam um livro sobre a situação da saúde no Brasil em seus diversos aspectos e um panorama de como o setor estará daqui a uma década. A publicação reproduz as palestras e considerações do Fórum Internacional “Saúde em 2021”, realizado pela SPDM em agosto de 2011, com o objetivo de pensar nas perspectivas da saúde no Brasil em 2021.

 

Entre os debatedores do “Fórum Internacional SPDM: Saúde em 2021 – Reflexões sobre os desafios para a próxima década” estavam o conselheiro especial para Políticas de Saúde da Casa Branca dos EUA, Ezekiel Emanuel, o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, o presidente da Fapesp Celso Lafer, o médico da Faculdade de Medicina da USP Raul Cutait, o pró-reitor de graduação da Unifesp Miguel Roberto Jorge, o presidente da Anvisa Dirceu Barbano, o diretor do Instituto Butantan Jorge Elias Kalil Filho, o presidente-executivo da Interfarma Antônio Britto e outros convidados.

O objetivo da publicação é reunir e divulgar as contribuições que foram trazidas ao evento por especialistas reconhecidos da medicina e de outras áreas como economia, finanças e administração, autoridades da saúde e influenciadores de opinião. Com esse caráter multidisciplinar, o debate abordou o sistema de saúde atual e seu modelo, complexidades em relação ao tratamento, prevenção de doenças e promoção da saúde, gestão e inovação, procurando vislumbrar evoluções prováveis no período de uma década.

Para o presidente-executivo da Interfarma, Antônio Britto, a inovação precisa deixar de ser alguma coisa que todos valorizam e poucos praticam, como a ioga. “As empresas brasileiras não praticam inovação, temos ilhas de excelência como é o caso da Embrapa, da Embraer e da Petrobras, e centros universitários de pesquisa, mas não há conexão entre os saberes, e isso faz que o conhecimento gerado no país não se transforme em riqueza”, afirma ele. “Em todos os países do mundo onde a inovação se desenvolveu sempre estavam presentes três protagonistas em estreita parceria: a iniciativa privada, a universidade e o governo”, completa ele.

O principal público leitor são estudantes e profissionais da saúde, que fazem a medicina no país hoje e amanhã. “Em 2021, o calouro de medicina atual será nosso médico e é especialmente a eles que dedicamos este livro. Temos que pensar na inovação, nos recursos humanos e nas novas tecnologias aplicadas à universidade e indústria, que farão parte de sua vida e de todos que o acompanham profissionalmente” afirma o presidente do conselho administrativo da SPDM, Rubens Belfort Júnior.

O atual debate sobre a inovação e saúde pública adquire mais relevância quando observamos que o país já conseguiu avanços importantes no acesso ao medicamento, na cobertura vacinal, no combate à mortalidade infantil. Com o aumento da longevidade, surge um desafio maior que é a prevenção e controle de doenças crônicas como a hipertensão, diabetes e maior incidência de doenças complexas como o câncer.

Frente aos desafios do presente, a Interfarma espera contribuir com a divulgação de propostas e reflexões sobre a situação que se quer alcançar em uma década, com planejamento e aproveitamento dos recursos humanos e financeiros. O livro “Saúde no Brasil em 2021” é parte dessa contribuição.

O livro está disponível para download no site da SPDM, nesse endereço:
http://www.spdm.org.br/site/pt/noticias/367-spdm-e-interfarma-lancam-livro-sobre-a-medicina-no-brasil-em-2021.html

 

Assessoria

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