Médico explica a ausência de sangue, após facada que atingiu Bolsonaro

Bolsonaro foi transferido de Juiz de Fora para o Hospital Albert Einstein, em SP, na manhã de sexta-feira, dia 7 de setembro
 

 

De acordo com o diretor da Associação Médica Brasileira, o Dr. José Luiz Bonamigo, ao contrário do que se pensa, não é incomum a falta de sangramento, após um golpe a faca, como o que atingiu o candidato a presidência Jair Bolsonaro, já que a região onde a faca o atingiu ficam vasos sanguíneos internos. ‘O fato de não ter sangrado exteriormente não é incomum, porque as artérias mais posteriores sangram para dentro da barriga, para a cavidade ao redor do vaso’, explicou em entrevista à Jovem Pan, na manhã de 7 de setembro. Ele ainda afirmou que os sangramentos, após golpes a faca que sangram são causados por artérias superficiais, o que não foi o caso de Jair Bolsonaro, os ferimentos que atingem a cavidade abdominal, geralmente, causam sangramento interno. 

 

Dr. José Luiz Bonamigo, afirmou que a lesão sofrida por Bolsonaro foi muito grave  e que apesar do risco inicial ter sido superado pela cirurgia, o caso tem um pós-operatório muito delicado, ainda mais para quem está em campanha a menos de um mês das eleições. A recuperação é delicada, pois o paciente, mesmo após operado,  pode apresentar complicações que necessitem de mais intervenções cirúrgicas. ‘A lesão na artéria pode causar obstrução da circulação, uma trombose. Se soma a isso a lesão no intestino, principalmente no intestino grosso onde já tem fezes formadas. No caso de Bolsonaro houve vazamento das fezes para a cavidade abdominal e mesmo após o procedimento cirúrgico gera uma necessidade de monitoramento”, explica.

 

Os médicos fizeram uma colostomia temporária, procedimento que conecta o intestino a uma bolsa fora do corpo, evitando que as fezes passem e possam causar uma infecção no local onde foi tratada a perfuração. Ele deve ser submetido a outra operação futuramente, para reverter a colostomia.

 

 

Bolsonaro foi transferido de Juiz de Fora para o Hospital Albert Einstein, em SP, na manhã de sexta-feira, dia 7 de setembro. A decisão foi da família, após os médicos avaliarem que o estado de saúde dele era estável. 

 

Segundo a previsão dos médicos, mesmo, após ser transferido, Bolsonaro deve continuar na UTI pelos próximos dias e deve permanecer hospitalizado por duas semanas. O candidato à Presidência também não deve conseguir retomar a agenda no ritmo intenso que estava fazendo.

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