Mercado imobiliário tende a estabilizar

Panorama do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro 2012, do Secovi Rio, traz dados sobre condomínios, compra, venda e locação
 

Em 2012, os preços médios do metro quadrado de imóveis residenciais para venda subiram menos que em 2011 e 2010. Os números obtidos nas pesquisas para o Panorama do Mercado Imobiliário 2012 confirmam a tendência de estabilização, mas ainda apontam valorização. A forte demanda e o bom momento econômico da cidade fizeram com que os valores subissem acima da inflação – em todos os bairros pesquisados, a variação foi superior a 5%.

 

Em sua terceira edição, a publicação, que faz um retrato do mercado imobiliário carioca, será lançada no dia 26 de março, em evento patrocinado pela Ultragaz, no Porcão Rio’s. O secretario de Estado de Segurança Pública escreveu o prefácio e estará presente no evento para uma breve palestra de abertura.

 

Para a vice-presidente Financeira e de Desenvolvimento do Secovi Rio, Maria Teresa Mendonça Dias, responsável pelas pesquisas, 2012 foi o ano das Zonas Norte e Oeste. “A expansão do Rio para essas regiões, capitaneada pela instalação das UPPs, pelos investimentos em mobilidade urbana e pela construção de espaços de lazer como o Parque de Madureira, fez renascer o bairrismo e o orgulho dos moradores. Dos 10 maiores índices de valorização para venda, oito foram registrados nessas áreas”, afirma.

 

A gestora cita o caso do Méier, onde o metro quadrado dos apartamentos de 4 quartos valorizou 48,1%, índice mais elevado de 2012. O aumento do policiamento no bairro influenciou o mercado, uma vez que devolveu liquidez a imóveis antes desvalorizados. Na Zona Oeste, investimentos em transporte e infraestrutura, como o BRT TransOeste, impulsionam o mercado. A região, que sediará grande parte das competições dos Jogos Olímpicos de 2016, está passando por uma série de melhorias e tem sido um dos alvos preferidos das construtoras.

 

No que diz respeito à locação, a Gávea desponta. “Próxima ao Jardim Botânico e à Lagoa, e a poucos quilômetros de São Conrado e da Barra da Tijuca, ela oferece aos seus moradores uma série de vantagens: comércio variado, bares e restaurantes, espaços de lazer etc. Somando-se a isso, a expectativa pela inauguração da Linha 4 do metrô está mexendo com o mercado de locação residencial local”, justifica Maria Teresa.

 

De acordo com o levantamento do departamento de pesquisa do Secovi Rio, duas das cinco maiores variações no preço do metro quadrado, no ramo de aluguéis, entre todos os bairros analisados, foram registradas na Gávea: 28,3% (3 quartos) e 37,6% (2 quartos). De clima agradável, o tranquilo Jardim Botânico também tem se destacado: nesse local, apurou-se variação do metro quadrado de 29,0% para unidades de 3 quartos.

 

Quando se fala em rentabilidade, mais uma vez as Zonas Norte e Oeste saem na frente. Vila Isabel, Jacarepaguá, Tijuca e Méier foram os bairros onde se registraram as maiores taxas de rentabilidade simples em 2012, ou seja, representaram excelentes opções para os interessados em investir em imóveis para locação residencial. Considerando-se apenas os preços do metro quadrado para locação e venda, em dezembro de 2012, o bairro com a maior rentabilidade foi Vila Isabel (0,47%), seguido de Jacarepaguá (0,45%), Tijuca (0,44%) e Méier (0,43%). Os índices são superiores ao rendimento da poupança (0,4273%).

 

A publicação aponta ainda que existem no Rio de Janeiro 28.175 condomínios. Entre os 19.790 que forneceram informações mais específicas, 9.867 – ou seja, 49,9% – estão na Zona Norte. A Zona Sul, com 6.029, vem em seguida. A Zona Oeste conta com número menor, 2.948, mas a tendência é de mudança nesse cenário para os próximos anos, uma vez que a cidade está se expandindo para essa região. O Centro, onde a construção civil caminha mais devagar, possui apenas 946.

 

– Uma grande parcela não está atenta à importância de ter o auxílio de uma administradora na gestão do condomínio: 55,2% ainda não utilizam tal tipo de serviço – complementa a vice-presidente. Mas, aos poucos, síndicos e moradores vão percebendo que uma administração profissional é imprescindível para a tranquilidade de todos os habitantes e para a valorização do patrimônio: 44,8% contam com o suporte de uma administradora de imóveis.

 

Em um mercado dinâmico como o carioca, a coleta de informações tem se tornado uma tarefa cada vez mais complexa, mas o Secovi Rio segue firme no propósito de levar a todos os seus representados números que reflitam não só o comportamento dos preços, mas um pouco sobre o modo de vida de uma parcela crescente da população. Mais do que um levantamento estatístico, o Panorama do Mercado Imobiliário 2012 pretende documentar uma parte da história da moradia no Rio de Janeiro. Colaboraram com a publicação entidades públicas e privadas que compartilharam dados estatísticos: Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), IBGE, Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), CEG, Comlurb e Light.

 

Fonte Secovi

 

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