Mobilização de líderes mundiais

Crise política no Egito
 
A crise política no Egito intensificou a mobilização dos líderes internacionais em busca de uma solução para o impasse que dura 12 dias. A chanceler alemã Angela Merkel e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, ratificaram o pedido ao presidente egípcio, Hosni Mubarak, para que ele inicie o processo de transição democrática no país.
 
O apelo de Hillary e Merkel ocorre no momento que caiu a cúpula governista – inclusive Gamal Mubarak, filho do presidente – e que as manifestantes mantêm os protestos contra o governo.
"[Se Mubarak insistir] pode ser caótico e pode causar instabilidade a curto prazo. O processo só funciona se incluir a população e for transparente", disse Hillary. “Pior ainda e já vivemos isso antes, quando a transição pode levar apenas a um outro regime autoritário", afirmou ela.
As informações são da agência estatal argentina Telam.
 
A chanceler Angela Merkel defendeu que a antecipação das eleições presidenciais – marcadas para setembro – só poderá ocorrer, se houver garantias de que o processo será democrático. "Seria errado chamar eleições o mais rapidamente para iniciar o processo de democratização", disse ela.
"Eu só posso aconselhá-los [os integrantes do governo Mubarak] a ouvir também as pessoas para que elas possam expressar suas opiniões", acrescentou Merkel referindo-se à população. Segundo a chanceler, o modelo de democracia ocidental não pode ser exportado para todas as regiões do mundo. A Alemanha anunciou ontem (4) a suspensão das exportações de armas para o Egito.

Fonte: Agência Brasil

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