Monitoramento do ar no Rio de Janeiro

Monitoramento do ar no Rio de Janeiro
 
O monitoramento do ar no Rio de Janeiro vai passar a ser feito com o auxílio de tecnologias de última geração, que vão permitir maior controle da emissão de poluentes atmosféricos. O sistema de modelagem da qualidade do ar foi tema de um seminário nesta quarta-feira (14/9), no centro de convenções da Bolsa de Valores, com as participações do secretário do Ambiente, Carlos Minc, e da presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos.
 
Por intermédio de um sistema de modelagem da qualidade do ar, que utiliza tecnologia francesa, será feita a gestão e previsão da poluição do ar, estudos de impacto da qualidade do ar em longos prazos e análise de cenários e definição de estratégias de redução da poluição do ar em áreas consideradas críticas. O secretário do Ambiente afirmou, durante a abertura do evento, que o sistema vai permitir a adoção de políticas públicas que vão contribuir para a melhoria da qualidade do ar no estado.
 
– A adoção de novas tecnologias de monitoramento será importante para que possamos cobrar das empresas um maior controle das emissões de poluentes – ressaltou Minc.
 
O secretário destacou que empresas como a CSA e a Reduc já foram alvos de termos de ajustamento de conduta para o controle de emissões de poluentes atmosféricos, como o benzeno e o enxofre.
 
– A partir da implantação deste sistema, será possível, inclusive, vetar o licenciamento de empresas em áreas onde a poluição do ar esteja muito elevada, assim como alterar rotas viárias de trânsito, por exemplo – disse Minc.
 
A presidente do Inea, Marilene Ramos, ressaltou que a importância da parceria com a prefeitura, empresas privadas e governo da França para a implantação do projeto Ar do Rio, que prevê a cessão de equipamentos da empresa francesa Aria Techonologies, com o aval do governo francês.
 
– São projetos que se somam a outras iniciativas fundamentais para a melhoria da qualidade ambiental no estado do Rio, como o Pacto pelo Saneamento, que vai reduzir a poluição dos rios, lagoas e da Baía de Guanabara, e o programa Lixão Zero, que está substituindo os lixões por aterros sanitários – afirmou Marilene.
 
O cônsul da França, Jean Claude Moyret, o presidente da Aria Technologies, Jacques Moussafir, e o diretor da Aria do Brasil, Marc Chiappero, participaram da abertura do seminário. Moussafir e especialistas franceses fizeram apresentações sobre o sistema de modelagem, adotado na França, Índia e Itália. Técnicos do Inea e da Prefeitura explicaram o funcionamento dos atuais sistemas de monitoramento do ar no estado e na capital. O subsecretário municipal de Meio Ambiente, Altamirando Fernandes, representou a Prefeitura na abertura do seminário.

Fonte: Governo do Rio

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