Moradores afirmam que a explosão em prédio no Rio era “tragédia anunciada”

A forte explosão na madrugada de terça-feira, dia 5 de abril, no conjunto habitacional Fazenda Botafogo, deixou cinco mortos e vários feridos
 

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Moradores afirmam que há pelo menos um ano sentiam um forte cheiro de gás no local. “Todo mundo que mora nessa rua e quem a frequenta já reclamava de um cheiro de gás forte. Era uma tragédia anunciada. Pena que eles não quiseram evitar”, disse Ari Nunes de Oliveira, tio de um dos moradores do conjunto que perdeu a filha de 13 anos e a esposa. O condomínio foi construído e passou a ser habitado no final da década de 70. O complexo habitacional tem 86 prédios com 40 apartamentos cada, localizado no bairro Coelho Neto, às margens da Avenida Brasil. Moram no local 17 mil pessoas.   

 

 

A explosão ocorreu por conta de um vazamento na tubulação de gás da CEG, a concessionária fornecedora de gás canalizado do Rio de Janeiro. “Ela [a CEG] não nos ouvia por descaso, apenas isso. Essa é a verdade, disse Oliveira.

 

 

 

 

De acordo com o subsecretário municipal de Defesa Civil, Marcio Motta, o prédio poderá voltar a ser habitado futuramente, já que a estrutura não foi abalada e não há risco de desabamento “Não existe essa possibilidade [de desabamento]. O que houve foi um rompimento do piso no pavilhão 1, que é o primeiro andar, e na laje do condomínio. Um dos pilares de sustentação também sofreu um leve abalo, mas nada que não possa ser restaurado e garantir a segurança das pessoas no futuro”, garantiu Marcio Motta.

 

 

 

A prefeitura do Rio informou que vai prestar todo o apoio necessário às famílias das vítimas da explosão no prédio número 38 do conjunto habitacional. Após reunião com os moradores, o prefeito Eduardo Paes anunciou que a prefeitura fará obras emergenciais no edifício e pagará uma ajuda de custo de R$ 1 mil por mês a cada família atingida.

 

 

 

Além disso, enquanto durarem as intervenções, o município vai arcar com a hospedagem em hotel para os que não tiverem acolhimento de familiares. “Nós pedimos que os moradores que possam ficar na casa dos parentes, assim o façam. Quem não pode, a Prefeitura se compromete a pagar a hospedagem em um hotel que tem aqui perto. De imediato, já trouxe uma empresa pra assumir a obra do prédio e vamos dar uma ajuda de custo para essas famílias no período que essa obra não estiver pronta”, disse Paes que criticou a demora da CEG em agir: “isso ocorre pela lentidão da companhia de gás em se posicionar. Não dá para deixar as pessoas aqui, sofrendo. Eles [CEG] terão que pagar pelos seus atos”, disse o prefeito.

 

 

 

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