Moradores da Barra acompanham operação Lei Seca

Representantes de condomínios participaram de uma blitz
 
Representantes de condomínios participaram de uma blitz 
No fim da noite de quinta-feira, dia 1º de setembro diversos representantes de condomínios da Barra da Tijuca acompanharam até a madrugada de hoje (02/09), a operação Lei Seca, realizada na Avenida das Américas, em frente à Churrascaria Pampa Grill. Ao todo participaram da ação membros dos condomínios: Nova Ipanema, Mandala, Atlântico Sul, Barramares, Parque das Rosas e Alfabarra, além de Roberto Silva, representante da Câmara Comunitária e de Cleo Pagliosa, presidente do 31º Conselho Comunitário de Segurança do bairro. De acordo com o coordenador da operação, Major Marcos Andrade, o convite feito aos moradores da região teve como principal objetivo divulgar ainda mais o trabalho educativo e de conscientização realizado pela Secretaria de Governo para que mais vidas sejam salvas.
A Barra e a Av. das Américas foram escolhidas para este trabalho de forma estratégica,   já que de acordo com as estatísticas  a Avenida das Américas é a segunda via com o maior número de mortes ocasionadas por acidentes de trânsito no estado. Em primeiro lugar está a Avenida Brasil. “Nós convidamos síndicos de grandes condomínios, que no cotidiano já são responsáveis por harmonizar o convívio de vários moradores, de várias famílias. A ideia é que eles possam assimilar a parte educacional da blitz e e levar estas informações aos moradores, para que possamos, em um futuro próximo, realizar palestras neste slocais. A Barra é uma região muito significativa e expressiva para a nossa cidade, além de ser um polo de lazer, também atrai muitas pessoas de várias regiões da cidade”, ressaltou o major Marco Andrade. 
Segundo o coordenador da ação permanente, o Brasil é o quinto país do mundo a registrar mais mortes por acidentes de trânsito.  “São muitos acidentes e o trânsito não escolhe a próxima vítima. Temos 26 cadeirantes que trabalham conosco e todos eles são vítimas. Temos histórias de pessoas que estavam no ponto do ônibus e foram atropeladas, de pessoas que estavam no banco do carona, e de gente que bebeu ao dirigir e sofreu as consequências. O perigo é real, a realidade é dura”, alertou.
Para o subsíndico do Atlântico Sul, Carlos Boueri, de 68 anos, o convite foi oportuno. Ele vai divulgar a operação no jornal interno do condomínio.  “O fato de síndicos de grandes condomínios terem sido chamados para esta apresentação aumentará a capilaridade das informações. Nós temos um jornal interno e nele vamos divulgar a nossa participação na operação. Verificamos, por exemplo, um número muito menor de carros batidos em nosso estacionamento depois da Lei Seca. Mudei hábitos por conta da operação e meus filhos também. Acho que hoje há uma conscientização muito maior. Álcool e direção formam uma combinação que não dá certo".
Diretora sociocultural do condomínio Alfabarra, Luci Ribeiro, de 69 anos, já pensa em promover palestras sobre o tema. Ela esclareceu dúvidas na apresentação, que irá divulgar entre os moradores.  “Vir ao local é diferente. Consegui hoje tirar muitas dúvidas. Agora sei que tipo de documentação é exigida e como é o procedimento do teste do bafômetro. Tinha curiosidade de saber, por exemplo, se o ‘bico’ do bafômetro era mesmo descartável. Vamos divulgar o trabalho do Governo do Estado. O Alfabarra é composto por 25 prédios, temos cerca de 10 mil moradores".
Roberto Silva, 73 anos, um dos diretores da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, lembrou as mortes constantes que ocorriam na Avenida das Américas, conhecida no passado como a via da morte.  “Sempre acompanhamos as operações, mas não tão de perto como hoje. Tínhamos na Barra muitos acidentes, a Avenida das Américas era considerada a avenida da morte, hoje não é mais. Espero que o convite seja feito a moradores de outras regiões para que o trabalho da Lei Seca seja ampliado".
A Operação Lei Seca é uma campanha educativa e de fiscalização, de caráter permanente, que tem o objetivo de reduzir o número de acidentes e salvar vidas. As ações são realizadas diariamente em bairros da Capital e municípios da Região Metropolitana (Niterói, São Gonçalo e Maricá) e da Baixada Fluminense. As blitzes ocorrem nas vias com maior número de acidentes e perto de locais de grande concentração de pessoas, principalmente à noite.

Fonte: Plantão Barra com fontes, Graça Paes

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