Moradores da Maré substituem sacolas plásticas

Bolsas de material reutilizável
 

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e a secretária estadual do Ambiente/RJ, Marilene Ramos, fazem nesta segunda-feira (03/08), às 9h, na Ecobarreira do Canal do Cunha, na Maré, campanha com os moradores da comunidade que vão trocar sacolas plásticas por bolsas feitas de material reutilizável. O ato consolida o projeto de lei – que obriga estabelecimentos comerciais a substituírem gradualmente os sacos plásticos – sancionado no final do mês passado pelo vice-governador e secretário de Obras  Luiz Fernando Pezão, quando esteve no exercício do governo.
 
O evento terá a participação do presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Luiz Firmino Martins Pereira, e de representantes de várias entidades.
Segundo Marilene Ramos, os estabelecimentos comerciais que fazem uso das sacolas plásticas terão de seis meses a três anos para efetuar a substituição, a contar da entrada em vigor da lei.
 
“Os comerciantes não serão obrigados a recomprar sacolas, mas poderão dar incentivos à população. Por exemplo, cada 50 sacolas podem ser trocadas por um quilo de feijão ou, a cada cinco itens que forem levados fora de sacolas plásticas, ganha-se um desconto de R$ 0,03”, afirma a secretária.
 
A Ecobarreira do Canal do Cunha foi o cenário escolhido para o ato por reter grande quantidade de lixo flutuante lançado nos corpos hídricos. Em média, 590 quilos de garrafas pet e 600 quilos de plástico, incluindo sacolas plásticas são retirados por mês, resultando em sérios prejuízos para o meio ambiente, pois uma sacola plástica leva de 30 a 40 anos para se decompor. Só no Brasil, são consumidos 12 bilhões de sacolas plásticas ao ano e, cada brasileiro, usa em torno de 66 unidades por mês. Os dados são da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
 
Em paralelo ao recolhimento do lixo e à dragagem dos principais corpos hídricos do Estado, sobretudo os da Baixada Fluminense, a Secretaria Estadual do Ambiente e o Inea desenvolvem atividades de educação ambiental nas escolas. O objetivo é despertar consciência mais ecológica nos alunos, transformando-os em agentes multiplicadores dessas informações nas comunidades onde residem. O governo também incentiva o programa de coleta seletiva e a valorização das cooperativas de catadores de material reciclável.
 
De olho na preservação ambiental, o Poder Executivo enviou à Alerj, o projeto de lei 885/07 (Mensagem 33/07), com o objetivo de acabar com o uso de produtos elaborados a partir de resina sintética oriunda do petróleo, como é o caso, por exemplo, do polietileno de baixa densidade (PEBD), utilizado na fabricação das sacolas plásticas, que, além de não serem biodegradáveis, obstruem a passagem da água, acumulando detritos e impedindo a decomposição de outros materiais.
 
Ecobarreiras
 
 As ecobarreiras podem ser consideradas uma ferramenta fundamental para a preservação de rios e lagoas do Estado ao reter o lixo flutuante, impedindo que ele chegue à Baía de Guanabara e ao complexo lagunar da Barra e de Jacarepaguá. Atualmente, o Estado dispõe de oito ecobarreiras e uma nona em fase de implantação no Canal de Sernambetiba, no Recreio dos Bandeirantes, que será inaugurada depois de amanhã (05/08).  Juntas, elas chegaram a reter 3.813 quilos de garrafas pet  e mais de 3 mil quilos de plástico, incluindo sacolas plásticas, só no mês de maio.
 
Fonte: Secretaria Estadual do Ambiente

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