Mostra internacional sobre Einstein

Mostra internacional sobre Einstein
 

Mau estudante, amante apaixonado, violinista, ícone pop, pacifista e destinatário de milhares de cartas de estudantes desesperados com as questões herméticas da geometria. É com estas e outras roupagens, desconhecidas pelo grande público, que o cientista Albert Einstein apresenta-se aos brasileiros na mostra internacional homônima, sediada pelo Museu Histórico Nacional (MHN), no Centro do Rio, até o dia 6 de junho.

“Nunca perca a sagrada curiosidade”! Foi atendendo ao imperativo apregoado por Einstein que milhares de pessoas já visitaram as 12 sessões da exposição e adentraram a vida de um dos maiores gênios do século XX. Documentos raros, como manuscritos, bloco de notas, notícias sobre as passagens do físico pelo Rio, passaporte, cartas, objetos pessoais e fotografias, de Einstein são apresentados de modo intimista aos espectadores da mostra.

Se antes a “vida simples, que não interessa ninguém”, como já afirmou o pai da teoria da relatividade, era somente de posse dos familiares e amigos próximos, agora a trajetória ímpar torna-se atrativa e objeto de admiração por um público que conhecia apenas a imagem caricata e irreverente do gênio, que deixava os cabelos desgrenhados e não se furtou em mostrar a língua.
– Eu nunca me interessei antes pela história dele, não sabia bem o que Einstein tinha feito. Agora sei que ele fez muitas descobertas importantes e não era tão certinho, “careta” e “maluco” como eu pensava – brincou a estudante da rede municipal, Ana Luiza, após sair eufórica da sessão de cinema em 3D.

Após percorrer mais de 10 países e ultrapassar os dois milhões de espectadores, a exposição, que é fruto da parceria do Instituto Sangari com o American Museum of Natural History, de Nova York, e conta com apoio institucional da FAPERJ (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), foi adaptada aos gostos à preferência pela interatividade do público nacional, a fim de tornar a figura de Einstein mais próxima dos visitantes:

– A mostra ganhou mais duas sessões, além dos modos interativos, que possibilitam ter idéia, de forma integral, da trajetória pessoal e política do ser humano que foi Einstein. O público gosta de interatividade, e isso ajuda a desfazer o mito que permeia o cientista – conclui Alfredo Tomasquim, curador da exposição.

A primeira versão no país, que foi vista em 2008, em São Paulo, ganhou agora mais duas seções, Átomos e Einstein no Brasil, além das oito que foram vistas na mostra original: Vida e Tempo, Luz, Tempo, Energia, Gravidade, Guerra e Paz, Cidadão Global e Legado. Para organizar a mostra, o Mast (Museu de Astronomia e Ciências Afins) contou com o amparo da Universidade de Jerusalém, que disponibilizou documentos raros, como partes de seu diário de viagem durante sua estadia no Brasil.

Outra peculiaridade da versão brasileira é a apresentação de obras de 10 renomados artistas nacionais, convidados a representar Einstein sob diferentes técnicas, como grafite, pintura a óleo e colagem, com a finalidade de saber como esse gênio ficou marcado no imaginário brasileiro. A exposição abrange, inclusive, a peça nacional mais famosa: o desenho do rosto de cientista feito num pequeno pedaço de papel, pelo pintor Cândido Portinari, em 1961.

– Quando recebi o convite, para criar uma imagem que homenageasse Einstein, fiquei empolgado por se tratar de quem é; esse desafio mexeu com minha criatividade” – afirma Gustavo Rosa, artista integrante da proposta.

Visando provocar a curiosidade pela ciência e explicar, com uso de tecnologia de ponta e muita interatividade, assuntos de difícil compreensão do público, a exposição conta com aparatos que empolgam o público:

Cinema de exibição em 3D, que leva o visitante a uma viagem pelo espaço; máquina do tempo, que exibe a variação da passagem do tempo em relação à velocidade da luz; mesa “high-tech”, que, quando tocada, abre buracos negros, conceito trabalhado por vários físicos, inclusive Einstein, e Laboratórios de Aprendizagem, nos quais os educadores mostram de forma aplicada os conceitos exibidos na exposição.

Além dessa interatividade, a IBM, uma das patrocinadoras, traz à exposição o primeiro museu virtual de ciências do mundo, o TryScience, que é um quiosque multimídia criado para auxiliar na compreensão de teorias complexas.

Durante os dois meses do evento, será organizado um programa educativo junto às escolas, que consiste em oferecer cursos gratuitos e visitas guiadas por monitores. As visitas devem ser agendadas, com antecedência, por telefone.

A mostra deve permanecer em caráter itinerante, cuja próxima instalação será em Vitória, no Espírito Santo e deve ser visitada por 70 mil pessoas, as quais poderão atestar a genialidade do físico que, até hoje, não encontra igual pensador capaz de acompanhar seu raciocínio e unificar a teoria da relatividade, um dos principais estudos de Einstein.

Serviço:
Museu Histórico Nacional (Pça. Marechal Âncora, s/n° – Centro, próximo à Pça. XV)
De 7 de abril a 6 de junho de 2010
Horários: De terça a sexta: das 9h às 17h. Sábados, domingos e feriados: das 14h às 17h.

Fonte: Governo do Rio

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