Munição de dados para PM

Nova central de informações e estatísticas orientará trabalho dos policiais nas ruas
 

Analisar dados e identificar as manchas criminais para combater crimes. Esse são os principais objetivos da Coordenadoria de Análises Criminais (CAC), novo órgão criado pela Polícia Militar para orientar o trabalho nas ruas. Funcionando como uma espécie de central de estatísticas e de análises das informações fornecidas pelos batalhões, a coordenadoria já ganhou o apelido de mini-ISP (Instituto de Segurança Pública).

À frente da CAC, o coronel Robson Rodrigues da Silva, ex-comandante do Batalhão de Choque (BPChoque), assume a função na segunda-feira. Ele foi vice-presidente do ISP, na época em que o comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte, presidiu o órgão.

“Os batalhões já fazem suas próprias estatísticas, mas só temos uma visão geral após a divulgação dos dados do ISP. Só que a PM não precisa esperar essa divulgação para agir. Vamos usar dados dos registros das delegacias, do Serviço Reservado, do Disque-Denúncia e até mesmo informações repassadas pela população para montar os indicadores de crimes. Assim, vamos aprimorar o trabalho prático, porque não adianta nada uma polícia cega, sem saber onde pisa”, avaliou Robson.

A partir da análise desses dados, os resultados serão repassados imediatamente aos comandantes de batalhões, como um mapeamento dos locais de maior incidência e tipos de crimes.

Treinamento para fazer análises das informações

Para garantir a apuração e compilação de dados de forma rápida e eficaz, a tecnologia será um dos principais aliados da CAC. Em dois meses, as obras da sede do novo órgão serão concluídas, no espaço antes ocupado pelo Comando das Unidades Operacionais Especiais, no Quartel-General da PM, no Centro. A partir daí, serão instalados equipamentos para montar os bancos de dados da coordenadoria.

Segundo o coronel Robson, a equipe que será recrutada para a CAC deverá passar por treinamentos especiais em Brasília e Minas Gerais. “Conversamos com as secretarias Nacional de Segurança Pública e Estadual de Minas Gerais, para adquirir conhecimentos nas áreas de análises de dados, estatística, georeferenciamento e softwares. Não tem mais como combater crime sem tecnologia. Acredito que, até o fim do ano, estaremos com equipe capacitada e trabalhando a pleno vapor”, afirma o oficial.

Fonte: O Dia online

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