PLANTÃO BARRA: População da região vai à rua para manifestar

Pacificamente, o grupo lutou contra a impunidade, a corrupção e à Proposta de Emenda à Constituição 37 (PEC 37), que limita o poder de investigação do Ministério Público e à PEC 33, que restringe a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF)
 

Por Graça Paes 

 

Manifestação na Barra

 

 

Na tarde desta sexta-feira, dia 21 de junho, a população da Barra da Tijuca foi à rua reivindicar. Nem mesmo os atos de vandalismos que aconteceram no dia anterior, no centro do Rio, foram suficientes para conter o grupo, formado por um pouco mais de mil pessoas, animado e focado em sua luta.

 

 

A concentração, que foi toda programada e organizada através do facebook, estava programada para acontecer a partir das 16h, no Terminal Alvorada, mais na verdade, acabou saindo do ponto de encontro por volta das 15h50. O fato do comércio local ter liberado seus funcionários entre 13h e 14h facilitou a aglomeração dos manifestantes.

 

 

O protesto contou com o apoio da Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal. O comandante Amaral, do 31º BPM, conduziu pessoalmente seu pessoal. Ele conversou com alguns organizadores da manifestação, antes do início do evento, e disse que o trabalho da polícia ia depender do comportamento dos manifestantes. A partir daí, a polícia passou a abrir caminho para os manifestantes que surpreenderam com o nível de organização, gritando a todo o momento: “Sem violência!” para que não houvesse ataques de vandalismo.

 

 

O público, basicamente, era formado por jovens e adolescentes que a todo o momento gritavam pedindo a saída dos governantes e exigindo mais atenção das autoridades. Um dos gritos mais frequentes era: “Vem pra rua, vem!” convocando a população, que assim que escureceu respondia acendendo e apagando as luzes dos prédios.

 

Manifestantes em frente a Subprefeitura da Barra

 

A manifestação durou um pouco mais de três horas. Da Alvorada, os manifestantes seguiram até a subprefeitura da Barra, passaram pela Cidade das Artes, e oficialmente foi dada como encerrada no condomínio Riviera, porém um pequeno grupo ainda seguiu até o Largo da Barra, o que atrapalhou o retorno dos ônibus aos seus trajetos originais.

 

 

 

Momentos de tensão

O Portal Aib News percorreu  todo o trajeto e acompanhou o princípio de tumulto em frente a subprefeitura da Barra, porém a polícia não fez uso de violência para afastar os manifestantes, que bem que pressionaram para entrar no local, gritando: “Deixa passar!”, porém não conseguiram êxito, e seguiram em frente.

 

 

 

Na sequência foi à vez da Cidade das Artes, os manifestantes pregaram seus cartazes nas grades, e mais uma vez um grupo fez de tudo para entrar no local, alegando que a área foi construída com o dinheiro do povo e que boa parte da população não tem condições de ir aos eventos que são oferecidos por lá. Mais uma vez, a polícia militar conteve os manifestantes sem usar a violência.

 

 

 

Um dos últimos momentos de tensão e de tristeza para quem foi protestar por direitos foi próximo ao Barrashopping quando um grupo estranho, ao que acompanhava o protesto desde o início, se infiltrou e quebrou uma loja de conveniência de um posto de gasolina, perto do condomínio Marapendi.

 

 

Para não perder o controle em vários momentos os organizadores pediam as pessoas que sentassem no chão, cantassem o hino nacional, e depois todos levantavam e prosseguiam. 

 

 

Manifestantes em frente a subprefeitura

 

Também houve ataques de vandalismo em outros pontos da região

 

A polícia posiciona para inibir a ação dos vândalos na Avenida Ayrton Senna

Grupos, que não faziam parte do que se encontrou no Terminal Alvorada, cometeram atos de baderna no início da Avenida Ayrton Senna, saqueando estabelecimentos e impedindo o trânsito no local. E, também perto da praia da Barra. Outros baderneiros atuaram na região do Recreio quebrando estações do BRT.

 

Concessionária destruída na Avenida Ayrton Senna

 

 

Trânsito na Barra

Por volta das 14h o trânsito deu um verdadeiro nó na avenida das Américas, ninguém entrava e nem saia da Barra, e seguiu assim até perto do horário da manifestação. Um grande número de pessoas saiu mais cedo do trabalho, entre 13 e 14h, o que levou muita gente as ruas.

 

Término da manifestação no condomínio Riviera

Após, o término da manifestação a população também enfrentou mais um problema, já que não havia ônibus circulando e nem os táxis queriam fazer determinados trajetos. Este fato fez com que muitos tivessem que esperar por mais de três horas para sair da Barra.

 

Fotos Graça Paes/ Portal AIB NEWS

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