PLANTÃO BARRA: Começa a XVI Bienal Internacional do Livro Rio no RioCentro

A 16ª edição tem a maior programação cultural dos 30 anos do evento
 

Por Graça Paes, RJ

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Na manhã de quinta-feira, dia 29 de agosto, nossa equipe de reportagem foi acompanhar a abertura da Bienal do Livro, no RioCentro. Há três décadas aproximando o público do universo literário, a Bienal do Livro Rio chega à 16ª edição com uma programação cultural que tem a pluralidade como carro-chefe. Combinando novidades e espaços consagrados, o evento  homenageia a Alemanha, promove salão de negócios e recebe o maior elenco de autores internacionais de todas as edições. Ziraldo também é homenageado no evento.

 

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Artistas participaram da abertura

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Alexandre Borges, Julia Lemmertez e Antonio Calloni

 

A cerimônia de abertura contou com apresentação dos atores Julia Lemmertz e Antonio Calloni, e com a presença da Ministra da Cultura Marta Suplicy, da Secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro Adriana Rattes, do Secretário Municipal do Rio de Janeiro Sérgio Sá Leitão, da presidente do SNEL Sônia Jardim, o presidente da GL Events Arthur Repsold, o Secretário de Estado de Cultura de Portugal Jorge Xavier, o Cônsul Geral da Alemanha Harald Klein e o vice-presidente do Instituto Goethe Wolfgang Bader.

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Alexandre Borges

 

No final do evento o ator Alexandre Borges leu um poema.

 

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Sônia Jardim iniciou a cerimônia relembrando a trajetória do evento, cuja primeira edição aconteceu em 1983 nos salões do Copacabana Palace. “Foi um tiro no escuro, era bastante diferente do que é a Bienal hoje, mas o DNA já estava lá”, disse. Ao longo de três décadas, a Bienal do Livro Rio se tornou um dos maiores eventos culturais do país, trazendo ao encontro dos leitores autores de todo mundo – e neste ano o número de estrangeiros é o maior de todas as edições, 26.

 

 

 

Ela também abordou a proibição de publicações por parte de biografados ou de seus herdeiros – tema que será abordado em debates na Bienal nos próximos dias -, ponto que ela considera um grande retrocesso no mercado editorial brasileiro desde a primeira Bienal. 

 

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A ministra da Cultura, Marta Suplicy

 

Já Marta Suplicy colocou em pauta a questão dos direitos autorais, afirmando que são fundamentais para o reconhecimento do autor, que não devem temer a tecnologia. “Não se pode ignorar a internet”, afirma. 

 

 

 Já a presidente Jardim ressaltou que a preocupação do setor é evitar que seja flexibilizada a cópia integral de livros ou que os downloads sejam disseminados sem a devida cobrança autoral.

 

 

“O problema do músico é completamente diferente do livro, são duas coisas distintas. O nosso pleito é que a lei não permita a questão da cópia integral de livro ou de grandes trechos”, destacou.

 

 

A presidente do sindicato receia que, caso a lei seja flexibilizada, os livros digitais sofram o mesmo que ocorreu com as músicas online: a disseminação de músicas baixadas sem nenhum controle. “Num momento em que vivemos de mudança tecnológica no mundo do livro digital, vai acontecer o mesmo com a música, os livros vão acabar sendo copiados sem pagar nada. Esse é um grande desafio e a gente espera que a lei proteja o autor, garanta que ele seja remunerado pelo seu trabalho”, argumentou Jardim.

 

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Na ocasião também foi lançado um selo comemorativo pelos Correios.

 

 

Sobre a Temporada Alemanha + Brasil 2013-2014

De 29 de agosto a 8 de setembro o Riocentro será palco de um encontro entre escritores de todo o mundo e seus leitores. Serão mais de 100 sessões de debates e bate-papos por meio das quais homens e mulheres, crianças e jovens, adeptos dos e-readers e aqueles que não abrem mão do bom e velho papel poderão interagir com um grandioso e variado time de autores do qual fazem parte best-sellers e alguns dos nomes mais respeitados da literatura brasileira e internacional.

 

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o Cônsul Geral da Alemanha Harald Klein

 

 

Entre outras novidades, a XVI Bienal do Livro Rio, que homenageia a Alemanha, abre um espaço dedicado aos jovens, coloca em pauta a literatura de futebol, traz ao país 27 autores estrangeiros – recorde de todas as edições – e inaugura um salão de negócios para profissionais do mercado.

 

 

A expectativa é que, ao longo dos 11 dias, cerca de 600 mil pessoas passem pela área de 55 mil metros quadrados divididas em três pavilhões, onde estarão instalados 950 expositores.  

 

 

Este ano, o investimento total da Bienal (organização e expositores) é de R$ 32 milhões, sendo R$ 5 milhões dedicados exclusivamente à programação cultural – um aumento de 20% em relação à edição anterior. 

 

Ingressos e horários

 Os ingressos para a Bienal podem ser adquiridos antecipadamente (www.ingressomais.com.com.br) ou no local. O valor da entrada é de R$ 14. Estudantes e maiores de 60 anos pagam meia. Professores, profissionais do livro e bibliotecários têm acesso gratuito ao evento (por meio do cadastramento no site da Bienal e apresentação de documento de identificação e comprovante de profissão na bilheteria do Riocentro).

 

O Riocentro fica na Avenida Salvador Allende, número 6.555, Barra da Tijuca. O horário de funcionamento ao público é das 13h às 22h em 29 de agosto, data da abertura da Bienal; das 9h às 22h nos demais dias úteis; e das 10h às 22h nos fins de semana.

 

Confira mais fotos: 

Fotos Graça Paes/ AIB NEWS

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