ROCK IN RIO: A mistura de estilos agrada o público no 2º. dia do Festival

Os Palcos Sunset e Mundo foram altamente disputados
 

Por Graça Paes, RJ

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Cidade do Rock (Graça Paes)

Várias tribos invadiram a cidade do Rock, mas num bom sentido. Era um público colorido, alguns pareciam usar uniformes, caras pintadas, uma galera animada e bem divertida. O segundo dia, mais uma vez, bombou. O sábado, prá lá de ensolarado, e a temperatura batendo os 35 graus, não afastou a empolgação de quem chegou cedo para acompanhar os primeiros acordes do Palco Sunset. Pessoas de muitos estilos chegaram ao festival numa aparência cool, uns com um jeitão de anos 80, outros de preto, estampas de caveiras, muitas tatuagens, óculos coloridos, flores e caveiras se misturavam em harmonia. Lá fora, uma novidade ajudou a amenizar o calor dos que chegavam: um refrescante chafariz.

BNegão e Autoramas, Palco Sunset, (Graça Paes)

BNegão e Autoramas, Palco Sunset, (Graça Paes)

 

A banda de rock brasiliense Autoramas foi a primeira a pisar no Palco Sunset, e juntou a galera ao lado do rapper BNegão. Na sequência foi a vez de Marky Ramone e Michale Graves, com seu “Hey ho let’s go”, agraciaram o público com um  punk rock. A banda Terra Celta, também marcou presenças.

 

Detonautas no Palco Sunset (Graça Paes)

Detonautas no Palco Sunset (Graça Paes)

Fazendo jus ao nome do palco Sunset, a homenagem a Raul Seixas começou ao entardecer, reunindo nomes como Detonautas, Zeca Baleiro e Zélia Duncan. Conhecido pelo engajamento político, Tico Santa Cruz citou os últimos movimentos sociais que agitaram o país e declarou: “Tenho certeza de que se Raul estive vivo ele estaria nas ruas se manifestando com o povo brasileiro”. Tico também fez uma homenagem aos músicos Chorão e Champignon – ambos da banda Charlie Brown Jr: que morreram este ano. “Não podemos esquecer jamais dos grandes”. No encerramento,  todos os convidados do tributo se reuniram no palco para encerrar o show em grande estilo tocando “Sociedade Alternativa”.

 

A banda Offspring  causou polêmica por exigências em relação ao trabalho dos fotógrafos, mas sacudiu o Palco Sunset com seu som pesado.

 

Foto de Graça Paes

Foto de Graça Paes

No Palco Street Dance, onde se apresentavam, simultaneamente, quatro grupos: Cia Kahal, New Old School, Crew do Rock in Rio e os meninos do Projeto Passinho, todos tiveram um show à parte. De acordo com Miguel Colker, diretor artístico deste palco, a cada dia é importante conquistar públicos diferentes. “Por isso a trilha sonora deste sábado focou no pop rock, com músicas de bandas consagradas deste gênero, como Red Hot Chili Peppers, Nirvana, entre outros”, explicou.

 

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Na Rock Street a banda “All you need is love” cover dos Beatles recordou os sucessos como “Dont let me down” e “Help”. Aliás, a Rock Street vem se firmando como um dos espaços preferidos do público.

 

 

O Palco Mundo tem um show pirotécnico à parte que abre os trabalhos. Com muito gás o Capital Inicial abriu os trabalhos. O vocalista Dinho Ouro Preto relembrou início da carreira, quando criou a banda Aborto Elétrico junto com Renato Russo. Na sequencia, também relembrou o músico Champignon, que morreu recentemente, após cometer suicídio, e o cantor Chorão,  que morreu em março deste ano,  “A gente tinha muito respeito por essa banda. Amigos nossos. A gente quer fazer o seguinte, a gente quer pagar um pau, quer fazer uma homenagem, fazer um som deles(…)”, disse, antes de começa a cantar “Só os loucos sabem”. E daí por diante, o meninão Dinho mostrou a que veio e brilhou.

 

 

O 30 Seconds To Mars embalou a plateia do Palco Mundo, com direito a voo na tirolesa, no meio do show, do vocalista Jared Leto. Depois foi a vez de Florence and The Machine e Muse.

 

No intervalo dos shows, a proposta de muitas marcas patrocinadoras tem sido não deixar a galera parada. Pistas de dança e shows de ritmos variados, até samba, colocam o povo pra dançar e não perder a animação. Além disso, muito entretenimento, jogos e interatividade divertem os que transitam pela Cidade do Rock. Quase todas as marcas estimulam os compartilhamentos de fotos e vídeos por meio das redes sociais. Em muitos desses stands, o público também é convidado a estrelar seu próprio show, escolhendo sucessos para marcar a “apresentação”, dublando artistas e dançando. Todos se divertem com a criatividade e desinibição de alguns.

Parcial de números do Rock in Rio 2013

– Até às 19h30, 73 mil pessoas já tinham entrado na Cidade do Rock.

– Neste mesmo período foram registrados 247 atendimentos médicos provocados, em sua maioria, por desidratação e queda de pressão. Ao todo, 160 funcionários, sendo 25 médicos, 24 técnicos de Enfermagem, 14 enfermeiros e 86 maqueiros, se revezam no atendimento diário às ocorrências, nos seis postos espalhados pela Cidade do Rock.

– Nos dois primeiros dias, cerca de 100 volumes, entre documentos, mochilas, casacos, carteiras com documentos e cartões de créditos, foram encontrados na Cidade do Rock e enviado para o setor de “Achados e Perdidos”, situado num container logo na entrada principal da Cidade do Rock, próximo ao Centro de Operações. Apenas os documentos que não forem resgatados até este domingo, dia 15, serão enviados para os Correios, para serem retirados posteriormente.

– Até sábado, dia 14, às 18h, 6,7 mil pessoas brincaram na Roda Gigante, cinco mil no Turbodrop, 4,3 mil andaram na Montanha Russa e 390 utilizaram a parede de escalada. A surpresa fica por conta da Tirolesa que já era um sucesso na edição de 2011 com 700 pessoas/dia, tem registrado um movimento médio de 1.400 pessoas/dia.

O evento, que está na  13ª edição, começou  na sexta-feira 13 de setembro de 2013 e segue pelos dias 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro de 2013, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, (Parque dos Atletas – Av. Salvador Allende, s/n), uma área de 150 mil m2.

APPROACH – assessoria de imprensa Rock in Rio

www.approach.com.br

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