PLANTÃO BARRA: A Praça Seca vai ganhar uma companhia destacada da polícia militar em janeiro

O objetivo da unidade da PM é, além de coibir tráfico, estudar o terreno e prepará-lo para a instalação de uma base policial, que ainda não tem prazo para ser inaugurada
 
movel

Em janeiro de 2013 uma unidade móvel da PMERJ permaneceu alguns dias em uma das entradas do morro São José Operário

 

A região da Praça Seca, uma das localidades do bairro de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, e desde janeiro uma área considerada de risco na cidade por causa dos inúmeros tiroteios vai ganhar uma companhia destacada da Polícia Militar. O anúncio foi feito na terça-feira, dia 26 de novembro pelo comando da PMERJ.

 

 

Registro feito no final de outubro por moradores do bairro; troca de tiros na Rua Baronesa

Registro feito no final de outubro por moradores do bairro; troca de tiros na Rua Baronesa

 

Desde segunda-feira, dia 25 de novembro, policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) fazem operação nos morros São José Operário e Bateau Mouche devido aos constantes tiroteios entre bandidos que disputam o controle da região. O objetivo da unidade da PM é, além de coibir tráfico, estudar o terreno e prepará-lo para a instalação de uma base policial, que ainda não tem prazo para ser inaugurada.

 

 

 

Com o apoio de um blindado, a Polícia Militar ocupa as comunidades da Praça Seca pelo terceiro dia seguido. Quem mora na região vive dias de tensão e noites de medo há mais de um ano. Até o início da tarde de quarta, dia 27 de novembro, não havia registro de prisões ou apreensões e a situação era tranquila, diferentemente dos últimos dias. Há 20 dias, um comando destacado da PM, com 60 policiais, foi instalado na área da Covanca, perto da Praça Seca, também em Jacarepaguá,  mas os tiroteios continuaram.

 

 

 

Na segunda-feira, dia 25, por volta das 18h, houve mais de uma hora de intensa troca de tiros. Muitos moradores chegaram a publicar nas redes sociais orientações sobre quais ruas deveriam ser evitadas pelos motoristas. Na madrugada de terça-feira, houve breve confronto entre PMs e bandidos no Morro São José Operário. A chegada da polícia naquela manhã levou a um novo tiroteio.

 

 

Segundo informações da polícia, as trocas de tiros são resultado do confronto entre traficantes e milicianos que atuam no Complexo de Jacarepaguá. Na guerra pelo território, traficantes que vieram de favelas do Lins, após a pacificação da região, tentam tomar o controle do Morro da Covanca, onde moradores chegaram a ser expulsos de casa.

 

 

Do outro lado, traficantes da mesma facção dos criminosos da Rocinha chegaram pelo Morro do Dezoito e ocuparam o Morrro São José Operário, na Praça Seca. Entre as duas comunidades está a favela Bateau Mouche, que é alvo de disputas entre as quadrilhas rivais. Na Praça Seca ainda existem milicianos, poucos, eles atuam sem ostentação, mas tentam dominar o asfalto. O que tambpem gera confrontos. 

 

REDAÇÃO COM FONTES

 

 

 

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