RIO CONTENT MARKET: Porta dos Fundos explica o processo de criação que os levou ao sucesso

O PDF tem três principais frentes de negócio: as propagandas veiculadas antes dos vídeos no YouTube, processo gerenciado junto ao Google, as empresas que fecham parcerias para product placement dentro das esquetes e o licenciamento de produtos como DVDs, livros e camisetas
 

PORTA DOS FUNDOS

“Fizemos muitas reuniões antes de começarmos a lançar um vídeo por semana. E acho que a periodicidade foi um dos acertos do Porta dos Fundos”. Essa foi uma das estratégias do grupo, explicada pelo ator e roteirista Fábio Porchat. “As novas esquetes são lançadas todas as segundas e quintas-feiras, às 11h. “O [Antonio] Tabet me explicou que o fim-de-semana é justamente o pior momento, porque é no trabalho que as pessoas assistem os vídeos”. Pode-se dizer que o bom conteúdo dos vídeos caminharam sozinhos, pois a divulgação pensada para o canal foi o boca-a-boca de amigos, via Twitter ou Facebook. “Nunca nos baseamos em pesquisas –  adicionou Gregório Duvivier, um dos sócios-autores presentes no encontro – até porque as que fizemos mostraram que não daria certo”. Além dos dois, compunham o painel Ian SFB, do Porta dos Fundos, e Clélia Bessa, conselheira federal da ABPITV. 

 
 
 
“O que fazemos é, em primeiro lugar, para nós mesmos. Se a gente acha engraçado, tá dentro”, explicou Porchat. O Porta dos Fundos tem uma reunião semanal para aprovar roteiros que cada um dos sócios criam individualmente. O método de produção também foi abordado. “Temos cerca de 10 vídeos prontos, adiantados. Não gostamos de utilizar como tema assuntos pontuais como “o rei do camarote” porque isso passa e a piada fica velha”, explicou Duvivier. Somente em algumas ocasiões fazemos reuniões de emergência, como no caso das manifestações do ano passado. Sobre as polêmicas que alguns quadros suscitam, os participantes explicaram de maneira simples como tomam providências: “Nosso jurídico só vê o vídeo junto com o público”. 
 
 
 
 
O Porta dos Fundos tem três principais frentes de negócio: as propagandas veiculadas antes dos vídeos no YouTube, processo gerenciado junto ao Google, as empresas que fecham parcerias para product placement dentro das esquetes e o licenciamento de produtos como DVDs, livros e camisetas. A partir de abril, passam a publicar aos sábados no YouTube a webssérie Viral. Ao longo de 2014 virão mais três. 

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