ROCK IN RIO 2017: Rock Street homenageia a África

A equipe artística do evento vai levar para o público uma África multicultural e colorida, apresentando este continente a partir dos mais diversos estilos musicais
 

Por Graça Paes, RJ

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Roberto Medina, Roberta e Evandro Mesquita (Foto de Graça Paes/Zapp News)

 

Na tarde de terça-feira, dia 14 de março, a organização do Rock in Rio anunciou o novo formato da Rock Street, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Na ocasião, um grupo de danças africanas e a banda de percussionistas, Les Tambours de Brazza, se apresentou no local, onde um cenário já anunciava o que será a nova Rock Street. As bandas Blitz e Jamz, que são atrações do Rock in Rio 2017, estavam no rol de convidados presentes.  

 

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Para a edição de 2017, a rua mais querida do público vem inspirada em um continente, a África, que estará representada através dos músicos, atrações de rua e da arquitetura das casas. Haverá shows exclusivos durante os sete dias de evento com emblemáticos artistas africanos.

 

Toy Lima (Foto de Graça Paes/Zapp News)

Toy Lima (Foto de Graça Paes/Zapp News)

 

A curadoria artística do espaço será de Toy Lima, em parceria com a diretora artística Marisa Menezes, que está à frente de toda a programação da rua e seus personagens característicos.

 

Banda Blitz (Foto de Graça Paes/Zapp News)

Banda Blitz (Foto de Graça Paes/Zapp News)

Desde 2011, o Rock in Rio apresenta aos seus visitantes um espaço dedicado a diferentes manifestações artísticas, onde o público se sente parte do show e interage com o espetáculo. A Rock Street busca inspiração em lugares emblemáticos para o mundo da música: New Orleans, em 2011; Reino Unido e sua vizinha Irlanda, em 2013; e em 2015, a inspiração foi o Brasil. Ciente da vasta contribuição da música africana para o cenário mundial, o Rock in Rio, que desde sua primeira edição celebra os mais diversos segmentos musicais, decide dedicar a Rock Street inteiramente ao continente africano e mostrar a origem de todos os ritmos que estarão nos outros palcos do festival.

Banda Jamz (Foto de Graça Paes/Zapp News)

Banda Jamz (Foto de Graça Paes/Zapp News)

Através dos anos, as batidas e a identidade rítmica da África se espalharam pelo mundo e foram interpretados de maneiras diferentes. Do interior do Congo à imensidão do deserto marroquino, muitos ritmos, danças, línguas e instrumentos pouco conhecidos pelos brasileiros foram responsáveis pela criação e influência dos mais diversos gêneros musicais. Do rock ao samba, do reggae ao blues, a célula musical de matriz africana está sempre presente.

 

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Toda a representação deste continente estará centrada no lúdico. O público conhecerá de perto extrações da cultura africana, multicultural desde o ritmo até o figurino, que foram desenvolvidos a partir de tecidos originais e muitas miçangas coloridas. As amarrações características das roupas também estarão presentes, além de búzios, guizos e franjas, tudo para estar o mais próximo do original.  “A Rock Street fala de unidade e pluralidade ao mesmo tempo. Essa mistura de linguagens que a rua proporciona – música, dança, ritmo e performance – se encaixa perfeitamente ao conceito que vem sendo estudado e trabalhado pela equipe. Tudo isso estará refletido nos artistas que estarão no palco”, explica Toy Lima.

 

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Formatado em shows compactos e às vezes com participação na rua, nomes como Les Tambours de Brazza do Congo, a encantadora cantora e compositora Mamani Keïta do Mali, o duo Alfred & Bernard do Burundi, Fredy Massamba do Congo, Ba Cissoko de Guiné e os sensacionais Tyous Gnaoua do deserto do Marrocos farão da RockStreet África um portão de entrada para a música popular em todo o mundo.

 

Roberta Medina  (Foto de Graça Paes/Zapp News)

Roberta Medina (Foto de Graça Paes/Zapp News)

Na Rua, três casais vão representar diferentes povos e serão personagens responsáveis pela interação com os visitantes. Haverá performances, percussão e muita dança representando os ritmos africanos – dos mais tradicionais aos mais modernos – além de um coral. Entre as inspirações estão os casamentos da República do Congo, com cortejo entre mulheres e homens. Já a dança, estará a cargo de um grupo de percussão e dos jovens da Escola Carioca de Danças Negras. Eles usarão roupas inspiradas nos Dogon com cores vibrantes.  “Na África do Rock in Rio, a multicultura é o ponto forte. Não destacamos uma região específica, mas trazemos um contexto onde os costumes se encontram para levar ao público o que de melhor pode existir neste lugar tão variado”, afirma Marisa Menezes, diretora artística do festival.

 

 

Les Tambours de Brazza (Foto de Graça Paes/Zapp News)

Les Tambours de Brazza (Foto de Graça Paes/Zapp News)

A pluralidade do continente africano também estará representada na cenografia, assinada por João Uchôa e Glauco Bernardes. A arquitetura dos países, seus prédios históricos e edificações típicas foram objeto de pesquisa e cada localidade serviu como referência na concepção das 20 casas montadas ao longo da rua. Além disso, animais típicos de cada país estão representados, seja nas placas ou em esculturas, numa referência à fauna do continente.

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Les Tambours de Brazza
A mais espetacular banda de percussionistas da África Central, o coletivo Les Tambours de Brazza é um ícone da chamada world music. Mesclando a tradição e modernidade dos vários ritmos do Congo em vertiginosas apresentações baseadas no som do Ngoma, tambores de acentos rítmicos variados que dialogam com instrumentos ocidentais como baixo e guitarra o grupo contagia e encanta. Criado em 1991, o Les Tambours, como são mundialmente conhecidos, já se apresentaram nos mais prestigiados festivais de todo o planeta mostrando a graça e pulsação de sua música e dança. São mágicos do ritmo e do corpo e trazem um pouco de sua ancestralidade em suas composições que vão do rap ao reggae.

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