A revista “IstoÉ Gente” sofre mudanças

“Não teve crise, mas novo negócio”, diz diretora da publicação
 

 

 

No começo do ano, a revista IstoÉ Gente, da editora Três, virou uma página importante da sua história. Além da nova periodicidade – de semanal, passa a ser mensal –, deixa o rótulo de revista de celebridade para mergulhar em outro nicho, o das femininas.  A mudança tem ligação direta com a chegada do novo partner e publisher, o empresário da moda e idealizador do São Paulo Fashion Week, Paulo Borges. Com Paulo, vem o aumento automático da importância da temática de moda na revista. 

 

 

 

“A pegada fashion se intensifica, mas mantemos a veia de lifestyle que já tínhamos. Para cobrir moda, você não precisa ser revista de moda. Por outro lado, o hard news, quem casou, quem separou, diminui naturalmente”, conta diretora de núcleo das revistas IstoÉ Gente, IstoÉ Platinum eMenu, Gisele Vitória.

 

 

 

As mudanças enxugaram parte da equipe de 20 pessoas e fecharam a sucursal do Rio de Janeiro. Mas, segundo Gisele, não houve crise. “Não foi uma crise financeira que motivou a mudança, mas uma oportunidade de negócio, surgida com a entrada do Paulo [Borges].”

 

 

 

Com a mesma tiragem da época de semanal – 90 mil exemplares – e uma carteira de 50 mil assinantes, a segunda edição da nova fase já está nas bancas. Depois da estreia com Cléo Pires na capa, Patrícia Pillar aparece em ensaio e entrevista. A proposta é avaliar a recepção da revista nos próximos meses para qualquer mudança de tiragem. Confira o papo na íntegra.

 

 

 

Quais são as principais mudanças da ‘IstoÉ Gente’?

GISELE VITÓRIA – Éramos uma revista semanal que cobria o mundo das celebridades, mas tinha uma visão ampla do que é celebridade. Era um mix com o lifestyle, vida social. Com a entrada do Paulo [Borges] como publisher, a pegada fashion que já tínhamos se intensifica. Além disso, quando nos tornamos mensal, entramos no espectro das revistas femininas, mas mantendo o DNA anterior.

 

 

 

Qual foi a motivação da mudança?

Foi uma oportunidade de negócio, uma fusão. O Paulo [Borges] entrou como sócio e, consequentemente, como publisher da revista. Houve uma sensação de que esse era o melhor caminho. Foi uma decisão empresarial que tem muito a ver com o olhar dele. Ou seja, para o Paulo entrar nessa história, talvez, a revista precisasse mesmo mudar um pouco mesmo. 

 

 

 

Alguma crise financeira motivou a mudança?

É claro que houve uma restruturação de quadros. Hoje, a equipe é bem menor. Não precisamos de 20 pessoas, como tínhamos, pois trabalhamos com freelancers. Também não precisamos usar mais tanto carro para cobrir evento. Mas, não diria que uma crise financeira que motivou a mudança. Foi um novo negócio.

 

 

 

O mercado de revista de celebridades é muito competitivo?

É supercompetitivo. Mas, o mercado de femininas é tão competitivo quanto. Se havia quatro revistas competindo em celebridade, hoje, em feminina, temos 15 ou 12. Além disso, hoje, você compete com tudo, com a Internet, com a TV. Acho que o mercado inteiro de revistas sentiu isso em 2012. Foi um ano duro para as revistas em geral. 

 

 

 

Com a mudança, quem são as novas concorrentes da revista?

Já me perguntaram isso várias vezes, mas não consegui responder ainda. Não vejo como competir com títulos internacionais, por exemplo, pois são revistas cujo agrupamento de anunciantes também depende de uma linha internacional. Da mesma forma, não enxergamos como concorrente as femininas de comportamento como Cláudia e Lola. Mas, isso,vamos sentir com o tempo. Esse ano vai ser muito determinante para enxergar esse posicionamento.

 

 

 

O que mais vem por aí?

Também transformamos celebridades em colunistas. A Luiza Brunet é colunista de beleza, mas tem uma linguagem de blog. São as dicas que ela tem com ela mesma. Guilhermina Guinle é colunista de estilo. Marcos Campos, que é um empresário da noite, dá dicas de night life, pelo mundo afora. Ainda tem o Fabrício Carpinejar como cronista e o Jorge Forbes, psicanalista, falando de comportamento. E a Lídia Wainer, que é uma astróloga superbacana, que faz uma crônica. Ou seja, é o olhar diferente com a mesma matéria-prima.

 
 
Fonte: Portal Imprensa

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