Estado, COB, Fundação Laureus debatem legado dos grandes eventos

Secretário de Esporte destaca a união entre os governos Federal, Estadual e Municipal
 

 

Marcelo Horn - Fotográfo

 

 

Foi realizado no domingo (10/03), no Hotel Windsor, no Leme, um debate, organizado pela Fundação Laureus, em que foram expostos resultados e tentativas do que se pode deixar de legado para os lugares que realizam grandes eventos esportivos, como os que o Rio está prestes a realizar, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. O debate fez parte de uma série de eventos organizados esta semana pela Laureus, que este ano – e também em 2014 – terá o Rio como sede de sua festa de premiação aos melhores atletas do mundo na atualidade: o Prêmio Laureus World Sports, o “Oscar do Esporte”.

 

Estiveram presentes ao encontro, o secretário de Esporte, André Lazaroni, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, os campeões olímpicos e integrantes da Fundação Laureus, Sebastian Coe e Edwin Moses; e o diretor da Fundação Laureus, Ned Wills.

 

O ex-atleta e atual presidente da Fundação Laureus, o norte-americano Edwin Moses, abriu o encontro lembrando que na década de 1970, pouco se falava sobre o legado que os Jogos Olímpicos e outros grandes eventos poderiam deixar nos lugares onde eram realizados. Para Moses, apenas após as Olimpíadas de 1984, em Los Angeles, é que o assunto passou a ser tratado com mais atenção.

 

O ex-corredor britânico, campeão olímpico em 1980 e 1984, Sebastian Coe, ao ser perguntado sobre o que deve acontecer aos lugares que recebem esses eventos, afirmou que o ponto de partida deve ser realizar bons Jogos (eventos), para que incentivem as pessoas locais, principalmente os jovens. O britânico elencou quatro pilares básicos para se conseguir chegar a um bom legado após os grandes eventos: os jovens inseridos no esporte; preocupação e influência na educação, hotéis, transporte etc; encorajar os voluntários a continuar e servir outras modalidades; e certificar-se que o negócio seja autossustentável.

 

Já o secretário André Lazaroni lembrou os investimentos que têm sido feitos em transporte e mobilidade no Rio; da parceria com a comunidade do esporte, e disse que espera a descoberta de novos talentos, não só para 2016, mais para o futuro. Perguntado por um jornalista estrangeiro sobre a entrega da obra do Maracanã, Lazaroni foi taxativo. – Podemos garantir que o estádio estará funcionando com plena capacidade na Copa das Confederações. O prazo que demos (27 de abril) será cumprido. A obra do Maracanã foi um desafio, pois reformamos um estádio de 1950 e o colocamos em 2013 – concluiu o secretário, que lembrou que a autoestima do carioca melhorou e, assim como Nuzman, elogiou a união entre os governos, Federal, Estadual e Municipal, fato que não acontecia em nosso país, e que deve ser enaltecido.

 

Por último, o diretor da Fundação Laureus, Ned Wills, afirmou que uma das principais intenções da sua organização é trazer os jovens de volta à educação formal, empregar esses jovens e conseguir melhores respostas das pesquisas que fazem sobre seus projetos.

 

Na noite desta segunda-feira acontece, no Theatro Municipal, a entrega do Prêmio Laureus World Sports aos melhores atletas do mundo na atualidade, eleitos pelos 46 membros da Academia Laureus. O atacante brasileiro Neymar concorre ao prêmio de revelação. A Academia premia os melhores atletas dos sexos masculino e feminino, melhor equipe, melhor retorno, melhor atleta com deficiência, revelação e o melhor atleta de ação. Pelé e Ronaldo foram brasileiros premiados em anos anteriores.

 

A Fundação Laureus de Esporte para o Bem financia projetos voltados para os principais problemas, em todos os casos usando o poder do esporte como ferramenta para mudança social. Seu patrono é Nelson Mandela.

 

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