Michel Johnson visita o COB e oferece CT para preparação de atletas brasileiros

Campeão olímpico conversa com ex-atletas elogia estrutura do COB
 

Uma das maiores lendas do atletismo mundial visitou o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) na noite de terça-feira, dia 12. Aproveitando sua vinda ao Rio de Janeiro para o Prêmio Laureus, o americano Michael Johnson, quatro vezes campeão olímpico, esteve no COB para apresentar seu Centro de Alta Performance, localizado em Mckinney, no Texas (EUA), para a área de esportes da entidade, e oferecê-lo como base para treinamentos de atletas brasileiros no exterior. Participaram do encontro com Johnson o superintendente executivo de Esportes do COB, Marcus Vinicius Freire; o gerente-geral de Performance Esportiva do COB, Jorge Bichara; o gerente de Operações Internacionais do COB, Gustavo Harada; e Luis Alexandre Pontes Rodrigues, diretor de marketing esportivo da Nike do Brasil.

 

“A visita do Michael Johnson é motivo de orgulho para o COB. É importante estabelecermos parcerias com grandes ícones do esporte e oferecer aos nossos atletas o que há de melhor no mundo em termos de preparação esportiva”, destacou Marcus Vinicius Freire. “A proposta foi muito bem aceita pelo COB, que ficou de conversar com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para estudar a possibilidade de enviar atletas já nos próximos meses”, completou o superintendente executivo de esportes do COB.

 

Michael Johnson gravou seu nome na história olímpica ao se tornar o primeiro atleta a conquistar o ouro nos 200m e 400m nos mesmos Jogos, em Atlanta 96. Detentor de outras duas medalhas douradas, no revezamento 4x400m, em Barcelona 92, e nos 400m em Sydney 2000, Johnson tem ainda nove títulos mundiais em seu impressionante currículo.

 

Se nas pistas de corrida, assombrava o mundo pulverizando recordes, fora delas também vem deixando sua marca. Desde 2001, o americano é dono de um moderno centro de treinamento para atletas de alto rendimento e jovens talentos das mais diversas modalidades. O local é um dos mais bem equipados dos Estados Unidos e agora está à disposição dos atletas brasileiros.

 

“Nós discutimos as oportunidades para a minha companhia trabalhar com o Comitê Olímpico Brasileiro para ajudar na melhora do desempenho dos atletas brasileiros nos próximos anos rumo aos Jogos Olímpicos Rio 2016. A Michael Johnson Performance já realiza um trabalho de desenvolvimento atlético com diferentes federações olímpicas e equipes esportivas profissionais de todo o mundo. Esta é uma grande oportunidade para nós e para os atletas brasileiros que buscam um diferencial, que os levem a entrarem em posição de medalha. Aqui, obviamente, já existem ótimos atletas com grandes treinadores, mas o objetivo deste acordo é tentar proporcionar uma pequena melhora que os leve de semifinalistas a finalistas, de finalistas a medalhistas, de medalhistas a medalha de ouro”, explicou o quatro vezes campeão olímpico.

Michael Johnson aproveitou a visita para lembrar das vantagens e desvantagens de se disputar os Jogos Olímpicos em casa. “Eu falo por experiência própria. A oportunidade de competir em casa nos Jogos Olímpicos deve ser aproveitada. Eu vivi isso em Atlanta 96 e compreendo o que os brasileiros vão enfrentar. Certamente, há vantagens, mas também existem desvantagens. Então, é importante para eles estarem preparados para isso e para entender como lidar com estas situações”, destacou Johnson, atualmente com 45 anos.

 

Durante a visita ao COB, Michael Johnson conheceu a estrutura da entidade e elogiou o envolvimento de ex-atletas na gestão do esporte olímpico brasileiro. Atualmente, o COB possui 21 atletas e ex-atletas olímpicos e pan-americanos em seu quadro de funcionários. “Estou muito bem impressionado com a estrutura do COB. É ótimo ver como a entidade está trabalhando. Esta é a abordagem correta para lidar com o esporte. Foi muito bom ter conhecido os muitos ex-atletas que trabalham aqui hoje. Eles entendem o que é necessário para uma missão ser bem sucedida”, comentou.

Johnson se aposentou depois de Sydney 2000. O americano é até hoje o detentor do recorde mundial dos 400m (marca alcançada em 1999) e só teve o recorde dos 200m quebrados pelo jamaicano Usain Bolt, em Pequim 2008. Sobre a possibilidade de Bolt mudar de prova e quebrar sua marca dos 400m no Rio 2016, o americano afirma ser muito complicado. “Já falei muito com o Bolt e ele entende que é uma prova muito difícil. Acredito que ele não quer fazer isso, porque terá que treinar muito mais duro do que treina agora”, ressaltou o campeão olímpico.

 

Assessoria

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