Vencedoras do 9º “Mulher IMPRENSA” recebem troféu em noite de festa

    Na noite de segunda-feira, dia 11 de março, foi realizada a cerimônia de premiação da 9º edição do “Troféu Mulher IMPRENSA”, no Ballroom, em São Paulo (SP). Idealizada pelo portal e revista IMPRENSA, em parceria com a Maxpress, a premiação ocorre anualmente e visa premiar as profissionais que tiveram destaque em sua área[...]
 

Vencedoras da 9ª edição do "Troféu Mulher IMPRENSA"

 

 

Na noite de segunda-feira, dia 11 de março, foi realizada a cerimônia de premiação da 9º edição do “Troféu Mulher IMPRENSA”, no Ballroom, em São Paulo (SP). Idealizada pelo portal e revista IMPRENSA, em parceria com a Maxpress, a premiação ocorre anualmente e visa premiar as profissionais que tiveram destaque em sua área de atuação no ano de 2012.

 

 

Thales Vinícius Toffoli, diretor-presidente da Maxpress, ressaltou a parceria com IMPRENSA para a realização do evento. “A Maxpress sempre foi muito atenta com a relação das empresas e os públicos em gerais e, particularmente, a imprensa. Hoje temos estatísticas tanto do pessoal de redação, como de todas as mídias, são formadas por mulheres. E a mulher tem uma maneira diferente de enxergar o mundo e a comunicacão. Isso tem se mostrado muito importante porque corrobora a ideia de que a mulher tem um entendimento diferente da comunicação e isso é muito importante para a Maxpress”.

 

 

Mônica Charoux, da WMcCann e finalista da categoria Assessoria de Imprensa Corporativa, acredita que as mulheres estejam tão inserida quanto os homens na estrutura de comunicação de veículos e empresas, embora ainda enfrentem algumas barreiras. “Obviamente, por uma questão histórica, elas ainda enfrentam, em alguns ambientes, uma certa resistência ou um certo preconceito, mas acredito que isso é a própria dinâmica do processo histórico”.

 

 

Apesar disso, Mônica se disse contente por ser uma das finalistas da premiação. “Foi uma honra ser indicada com outras quatro colegas por um júri de 54 pessoas. Já foi uma vitória, independentemente do resultado”.

 

 

João Faria, jurado desta 9ª edição, comentou a importância da premiação, que enaltece o trabalho de mulheres jornalistas. “A grande relevância do prêmio é justamente a legitimidade que ele tem. Quando está celebrando mulheres que fazem acontecer é sempre de uma forma muito especial, porque não é uma coisa feminista, não é de categoria, [o prêmio] faz exatamente o contrário: de uma forma elegante e desafiadora, contempla as profissionais que têm destaque”.

 

 

 

As vencedoras

Visivelmente emocionadas, as vencedoras do “Troféu Mulher IMPRENSA” falaram sobre a importância de serem reconhecidas pelo público por seu trabalho, como destacou Inês de Castro, ganhadora da categoria comentarista/colunista de rádio. “É uma grande alegria quando você tem seu trabalho reconhecido”.

 

Rita Durigan, da Publicis e vencedora da categoria Assessoria de Imprensa Corporativa, ressaltou o apoio de sua equipe para a vitória. “Tudo que a gente faz, nunca faz sozinho. Este é um prêmio fruto de um trabalho de equipe”.

 

 

Para Monalisa Perrone, ganhadora da categoria repórter de telejornal, a importância de uma premiação como o “Troféu Mulher IMPRENSA” é destacar o olhar diferenciado das mulheres diante da notícia. “A mulher tem um olhar especial. Enxergamos a notícia ora com delicadeza, ora com firmeza”.

 

 

Bastante emocionada, a homenageada deste ano, a jornalista Glória Maria, revelou que o prêmio por sua contribuição ao jornalismo tornou a noite “uma das noites mais importantes da minha carreira”.

 

 

Cerimônia

A cerimônia de premiação começou com o discurso de Sinval de Itacarambi Leão, diretor responsável por IMPRENSA. Em sua fala, o jornalista utilizou referências da música popular brasileira para destacar a importância das mulheres no jornalismo. Ressaltou que, mesmo com a dupla jornada, foram elas as responsáveis pela luta a favor da democracia durante a ditadura militar, pois têm “força, ganha e raça sempre”.

 

 

Além disso, Leão reforçou a ideia de que o “Troféu Mulher IMPRENSA” “não é um prêmio sexista, mas uma iniciativa para valorizar o trabalho da mulher jornalista”. Para corroborar isso, revelou que mais de 300 jornalistas foram citadas pelos jurados, o que demonstra a presença feminina nas redações.

 

 

Na sequência, houve o início da entrega dos prêmios. Subiu ao palco Adilson Correa, gerente nacional de vendas, para a entrega do troféu a Rita Durigan que, após agradecer a seus familiares e amigos, revelou que sempre teve em mente que deveria conquistar meu espaço, disputando com homens e mulheres. Afinal, “o sol nasce para todos”.

 

 

A próxima a subir ao palco foi Lúcia Faria, vencedora da categoria Assessora de Imprensa – Agência, que recebeu das mãos de Daniela Maio, diretora de marketing de IMPRENSA, o troféu. Em sua fala, a jornalista ressaltou que “o jornalismo está mudando, tanto nas redações, quanto nas assessorias e, somente, quem viver verá o que está por vir”.

 

 

A terceira premiada da noite foi Natália Viana, da agência Pública e ganhadora na categoria repórter de site de notícias. Após receber o troféu das mãos de Fernando Vieira de Melo, ela destacou as mudanças no dia a dia do jornalismo. “O jornalismo está mudando e novos modelos vão surgir. É preciso acompanhar”.

 

 

João Faria, jurado da 9ª edição, subiu ao palco para premiar Cynara Menezes, que ganhou na categoria jornalista de mídias sociais. A blogueira e repórter da revista CartaCapital, comentou como gosta da interação e feedback de seus leitores. “É possível fazer jornalismo na internet para gente inteligente”.

 

 

 

Ana Paula Rodrigues, da rádio SulAmérica Trânsito, recebeu das mãos de Thaís Naldoni, gerente de Jornalismo de IMPRENSA, o troféu da categoria de âncora de rádio. Emocionada, uma das mais jovens a ser premiada na noite, agradeceu à emissora por confiar em seu trabalho, apesar da idade. E relembrou “esse prêmio significa muito para nós mulheres, porque sabemos que, apesar de termos as mesmas conquistas que os homens, a condições ainda não são iguais”.

 

 

Na sequência, Danilo Leite Fernandes, também jurado do prêmio, entregou a Carolina Ercolin, da rádio Bandeirantes, o troféu da categoria repórter de rádio. A jornalista disse se “sentir plena por receber um prêmio com tantos significados”.

 

 

Inês Castro, da BandNews FM, recebeu das mãos de Nemércio Nogueira, diretor do Instituto Vladimir Herzog, o troféu da categoria comentarias/colunista de rádio. Para ela, a emoção foi ser premiada por seu trabalho no rádio, após 20 anos atuando como repórter de revista.

 

 

Ao subir no palco para receber o troféu por repórter de revista, Daniela Pinheiro, da revista Piauí, comentou as dificuldades de conciliar a vida pessoal e profissional e dedicou a conquista às pessoas que a ajudam diariamente.

 

 

Cátia Seabra, da Folha de S.Paulo, emocionou-se ao receber a premiação como repórter de jornal. “Agradeço à oportunidade de conhecer muita gente interessante que me deu experiência para chegar até aqui e a oportunidade de ter testemunhado fatos, capítulos importantes da história recente do país. Isso na profissão é muito gratificante, mas não seria possível sem o trabalho do que chamo de desbravadoras do sexo feminino na área de política”.

 

 

A fotógrafa da Folha de S.Paulo, Marlene Bergamo, venceu a categoria repórter fotográfica de jornal e destacou em sua fala a possibilidade que trabalho proporcionou a ela de conhecer o mundo e pessoas de diferentes classes sociais, oferecendo uma bagagem de experiências incomparável.

 

 

Na sequência, Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, recebeu o troféu pela categoria colunista de jornalismo impresso. Para a jornalista, o destaque é o momento que o Brasil vive de “uma ampla liberdade de imprensa, em que a gente fala mal de todo mundo, todo mundo fala mal da gente. É um momento glorioso do país no sentido da liberdade de expressão”, ressaltou.

 

 

Maria Cristina Poli, da TV Cultura, recebeu das mãos do jurado Rodrigo Viana, o prêmio da categoria âncora de telejornal. A apresentadora dividiu o prêmio com sua equipe e agradeceu à emissora por permitir que fizesse um jornal que fala “brasileiro”, como disse o porteiro do colégio de suas filhas.

 

 

Emocionada, Monalisa Perrone esbanjou bom humor ao receber a premiação da categoria repórter de telejornal. A jornalista destacou a necessidade do profissional de imprensa sempre buscar uma nova visão da notícia para não cair na mesmice, podendo assim levar ao telespectador “um olhar diferente”.

 

 

Miriam Leitão, recordista de troféus na premiação, foi agraciada pela categoria comentarista/colunista de TV. Em discurso contundente, a jornalista lembrou que após mais de 30 anos, a família de Vladimir Herzog finalmente receberá um atestado de óbito com verdadeira causa de sua morte. Ela lembrou do tempo em que ficou presa durante a ditadura militar e ressaltou as mudanças do país. Neste ano, dedicou o prêmio a seu neto, Daniel, porque sabe que ele fará parte de um mundo melhor e que “esse mundo melhor só será possível com homens e mulheres se respeitando igualmente”.

 

 

A última premiada da noite foi Ana Dubeux, do Correio Brasiliense, vencedora da categoria diretora/editora de redação. Ela dedicou o prêmio aos profissionais responsáveis pelos bastidores do jornal: diagramadores, subeditores etc.

 

 

Homenagem

Após novo número musical, a cerimônia chegava ao fim com a homenagem à jornalista Glória Maria, da TV Globo, agraciada com o troféu Mulher IMPRENSA de Contribuição ao Jornalismo. A jornalista recebeu um troféu especial, confeccionado em cristal, pelo Cristais Ca D’oro.

 

Com quase 40 anos de carreira, Glória foi a primeira jornalista negra da televisão brasileira. Logo no início revelou: “o jornalismo é minha vida, minha paixão, minha razão de existir”. No entanto, a situação mudou com a chegada de suas filhas.

 

 

“O jornalismo me permitiu a aprender, a crescer, ser um ser humano melhor. Ser uma pessoa que tem o olhar de quem sofreu preconceito, superou o preconceito, sem guardaro rancores e mágoas. Guardo crescimento e aprendizado. Tive o privilégio de ter uma avó e uma mãe que me ensinaram que a coisa mais importante do mundo é a liberdade, então consegui ter uma carreira, uma profissão, sendo livre, o que na verdade não é o caminho mais fácil”, disse Glória.

 

 

Após agradecer as outras vencedoras, disse: “Esse prêmio hoje, para mim, talvez tenha sido a coisa mais importante da minha vida profissional”. Ovacionada, a jornalista se despediu do público.

 

 

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