A evolução do papel da mulher na sociedade e suas consequências

Mãe e profissional ao mesmo tempo, a mulher moderna tem que assumir várias funções sem deixar que a culpa tome conta de si mesma.
 

Nesse ano, o Dia das Mães será comemorado em 13 de maio, e, mais do que um dia, essas “super mulheres” do mundo atual mereceriam 365 dias dedicados só para elas. Em menos de cem anos, as mulheres passaram de simples donas de casa que obedeciam aos seus pais e maridos, à formadoras de opinião e trabalhadoras, que hoje ajudam, e em muitos casos, até ganham salários maiores do que os homens.

 

 

Porém, esse avanço tão grande em tão pouco tempo também gerou, e ainda gera, problemas para a sociedade e muitas vezes para as próprias famílias, que ainda estão aprendendo a se estruturar devido a essas novas “supermães”, que precisam fazer tudo ao mesmo tempo – e fazer bem feito.

 

 

Prova de que as mulheres estão cada vez se importando mais com a sua carreira profissional e felicidade pessoal é o fato de que são cada vez mais comuns mulheres se tornarem mães com mais de 35 anos de idade. “Hoje em dia muitas mulheres só pensam e planejam ter filhos depois de ter uma boa estrutura financeira e um relacionamento duradouro – e depois de terem aproveitado esse relacionamento a dois. Depois que se têm filhos, a vida nunca mais é a mesma. O sono fica mais leve e eles passam a ser a prioridade na sua vida”, comenta a psicóloga Cristina Volker, que atua na área a 29 anos. 

 

 

Cristina, que é uma das nove estudiosas do Ciclo Metamorfoses, do Rio de Janeiro, grupo de mulheres, quase todas psicólogas, que se encontra para promover estudos sobre, entre outros assuntos, a Hipnose Ericksoniana – em que todas se identificam e são especialistas -, comenta que outro dilema da mulher atual é aprender a não virar refém da culpa de certas escolhas. “Trabalhar fora ou não, contratar babá ou deixar o filho na escolinha… Não dá para ser 100% boa em todos os papéis: mulher, mãe, esposa, amiga, profissional… Ninguém tem estrutura física, biológica ou emocional para tudo isso”, explica. A especialista comenta que o melhor a se fazer é tentar estar totalmente presente naquilo que está fazendo, independente do tempo. “Se você tiver 15 minutos para brincar com o filho, se entregue a isso. Se está numa reunião no trabalho, evite neste momento ficar pensando se a criança vem sendo bem cuidada na creche”, ressalta. 

 

 

Como vantagem da evolução da maternidade, os filhos podem enxergar na mãe, mesmo que sem um companheiro, uma mulher resolvida,  e que não precisa ficar em um relacionamento desgastado em prol da família. “Hoje a mulher consegue assumir a condição de mãe sem ter um companheiro e sem ser tão julgada. E cada vez mais os próprios filhos entendem isso: a mãe precisa ser feliz, esteja ela com ou sem um parceiro”, diz Cristina.

 

 

A Psicoterapia Familiar

Para aquelas mães que se sentem culpadas por fazerem muitas coisas ao mesmo tempo e sentem que não conseguem dar conta de todos os seus objetivos, assim como demais problemas familiares envolvendo os outros membros, como dependência química, alcoolismo ou depressão, por exemplo, existe a Psicoterapia Familiar, ou Terapia Familiar, que tem como objetivo principal auxiliar a família na conquista ou reconquista de relações harmoniosas, respeitosas e saudáveis entre os seus membros.

 

 

“É fato que a família contribui tanto para a produção dos comportamentos-problema de um membro, quanto para a solução desses comportamentos-problema” comenta Cristina Volker. E para transformar a família na solução, muitas vezes é preciso uma ajuda externa, nesse caso, de um terapeuta, que possa facilitar  o processo e a família identificar qual é o melhor  caminho a ser seguido.

 

 

Cabe lembrar que, mais do que aplicar técnicas, o terapeuta familiar é aquele que faz avaliação e acompanhamento cuidadosos, estimula o entendimento das causas dos problemas e desenvolve habilidades de relacionamento interpessoal – além de, no caso da especialista citada, fazer o uso da Hipnose Ericksoniana, método reconhecido no Brasil e regulamentado pelo decreto Nº 51.009 de 22/07/1961, assinado pelo Presidente da República Jânio Quadros. O método em questão acredita que toda pessoa tem dentro de si os recursos para resolver seus próprios problemas, sejam eles pessoais ou profissionais, e que os indivíduos têm o poder, mas que muitas vezes não conseguem se enxergar com este poder de resolver questões do dia-a-dia.

 

 

Cristina Volker   

Psicóloga e Hipnoterapeuta

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