Blitz ambiental fecha e multa madeireira ilegal em Jacarepaguá

Estabelecimento comercializava madeira proveniente de desmatamento da Amazônia
 

Sete madeireiras foram alvo de blitz deflagrada nesta quarta-feira (3/4) pela Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), da Secretaria do Ambiente, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. A Madeireira Eucalipto, na Estrada dos Bandeirantes, nº 7.903, em Curicica, foi fechada por comercializar madeira ilegal proveniente de ações de desmatamento da Amazônia; e outras três foram multadas por vender madeiras sem procedência justificada.

 

Ao todo, sete madeireiras na região foram vistoriadas na operação promovida pela Cicca, que teve o apoio de técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e de policiais do Comando de Polícia Ambiental (Cpam). O proprietário da Madeireira Eucalipto, Paulo Roberto Carvalho, foi autuado, e será multado em até R$ 100 mil pelo crime ambiental. Ele foi conduzido para a 32ª Delegacia de Polícia (Taquara), onde prestou esclarecimentos. Foram encontradas no local madeiras do tipo ipê e maçaranduba, que são típicas da Amazônia. Cerca de cem metros cúbicos de madeiras foram apreendidos.

 

Além da Madeireira Eucalipto, que foi fechada, outras três – AST Madeiras e Ferragens LTDA, RL Chaves Comércio de Madeiras LTDA e LBS Esquadrias e Madeira LTDA –, também situadas na Estrada dos Bandeirantes, foram notificadas e serão multadas por comercializar madeiras sem justificar sua procedência. Além disso, não poderão comercializar qualquer tipo de madeira – com exceção do tipo pinus e eucalipto, que não são nativas – até regularizarem sua situação junto ao Ibama e ao Inea, através do Documento de Origem Florestal (DOF).

 

Para que um estabelecimento comercial possa comercializar madeiras, é necessário o Documento de Origem Florestal (DOF). Instituído pela Portaria nº 253, de 18 de agosto de 2006, do Ministério do Meio Ambiente, o DOF é uma licença obrigatória para o controle do transporte e o armazenamento de produtos de origem florestal. Não são subordinadas ao sistema DOF as madeiras não nativas, como pinus e eucalipto.

 

O gerente do DOF do Inea, Hubert Lima, explicou a importância desse documento.

– O comércio de madeira no país é respaldado pelo Documento de Origem Florestal (DOF). A partir de 2008, o Inea passou a gerenciar a comercialização de madeira no Estado do Rio de Janeiro. O documento contém as informações sobre a procedência desses produtos, e é gerado pelo sistema eletrônico denominado Sistema DOF. Então, como esses três estabelecimentos comerciais não apresentaram esse documento, tiveram seus acessos a esse sistema bloqueados até regularizarem sua situação – explicou Hubert.

 

Segundo o chefe da Cicca, José Maurício Padrone, os fiscais chegaram ao infrator após um agente da Cicca se passar por um comprador.

 

– Um de nossos agentes, disfarçados de comprador, foi até essa madeireira. No momento em que estava fechando o negócio, flagramos a madeireira cometendo a ilegalidade. Esse estabelecimento comercial já havia sido notificado pelo Inea há cerca de um ano, por essa ilegalidade. Mas continuaram comercializando madeira – disse Padrone.

 

 

Fonte – Ag Brasil

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