“Coração do Brasil” estreia em 19 de abril

O longa refaz a expedição dos irmãos Villas Bôas ao Centro Geográfico do Brasil, 50 anos depois
 

 

No início do século XX, o Marechal Cândido Rondon tentou alcançar o Centro Geográfico do Brasil, mas recuou diante da fúria do povo Xavante que ocupava a região. A determinação de plotar o lugar aconteceu nos anos 30, pelas mãos do geógrafo Fabio Macedo Guimarães. 

 

 

Em 1958, através da Fundação Brasil Central, foi confiado aos irmãos sertanistas Orlando, Claudio e Leonardo Villas Bôas a tarefa de demarcação do Centro. Estamos no Mato Grosso, acima dos atuais limites do Parque Nacional do Xingu, criado em 1961. O Centro Geográfico do Brasil está localizado no Médio Xingu, no nordeste do Estado de Mato Grosso – na porção sul da Amazônia Brasileira.

 

 

O “coração do Brasil” encontra-se em área de reserva ambiental – na mais importante reserva indígena das Américas – que segue habitada e protegida pelos caiapó – txucarramae, liderados pelo Cacique Raoni Metuktire, um dos índios mais conhecidos no Brasil e no exterior por sua campanha em defesa dos povos indígenas e da floresta Amazônica.

 

 

Cinquenta anos depois, três participantes da expedição original, Sergio Vahia de Abreu, o documentarista Adrian Cowell e o cacique Raoni – agora contando com tecnologia moderna como cartas náuticas e GPS – retomam o mesmo trajeto, revisitando aldeias, reencontrando personagens e constatando a dramática evolução na condição dos indígenas ao longo de cinco décadas.

 

 

Além das cenas atuais, diversas imagens de arquivo – muitas delas com a presença dos irmãos sertanistas. E há ainda diversos depoimentos de Cowell, maior documentarista da Amazônia, falecido em outubro do ano passado. Nascido na China e naturalizado britânico, o cineasta realizou trabalho histórico de documentação da sistemática destruição da Floresta Amazônica, desde os anos 50, quando viajou para o Brasil pela primeira vez.

 

 

Cowell também faz interessantes intervenções: o cineasta contextualiza que momento era aquele por qual passava o Brasil no final dos anos 50, quando a Fundação Brasil Central representava mais um braço da política desenvolvimentista do presidente Juscelino Kubistschek.

 

 

O processo de interiorização, a construção de rodovias – entre elas, a Belém-Brasília – , o próprio surgimento de uma nova capital federal,sempre deixaram claro as prioridades estabelecidas pelo governo JK.  E, segundo a fala do próprio Presidente, que consta em Coração do Brasil, “vamos construir uma nova nação e uma grande obra civilizadora nas vastidões mais recuadas do oeste brasileiro”.

 

 

O Parque Nacional que passou a ser designado como Parque Indígena do Xingu, em 1967, abriga hoje cerca de seis mil indígenas de 16 diferentes etnias. O território é de cerca de 27 mil quilômetros quadrados. E foi para lá, munidos de muita curiosidade, um pouco de saudosismo e equipamento cinematográfico que três integrantes da expedição original, de 1958, partiram. Parte dessa experiência está nesse novo documentário de Daniel Santiago.

 

 

Sinopse curta

Em 1958, a Fundação Brasil Central confiou aos irmãos Villas Boas a tarefa de demarcar o Centro Geográfico do Brasil. Cinquenta anos depois, três participantes da expedição original, Sérgio Vahia de Abreu, o documentarista Adrian Cowell e o cacique Raoni, refazem o mesmo trajeto.

 

 

 

Etnias Indígenas registradas do documentário

Kaiapó, Juruna, Kuikuro, Kamaiurá, Ikpeng, Suyá, Kayabi, Trumai.

 

 

 

Material de arquivo utilizado no documentário

Acervo do Museu do Indio / Funai

Acervo Jean Manzon – Wagner Labs Anastácio

Casa Civil / Secretaria Executiva / Arquivo Nacional

Centro Técnico Audiovisual – CTAV

Instituto Goiano de Pré-Historia e Antropologia – IGPA

Sociedade Amigos da Cinemateca

Universidade da Pensilvânia / Museu de Arqueologia e Antropologia

 

Imagens fixas utilizadas no documentário

Fotos de Jesco Von Puttkamer / Acervo Puc Goiás

Franklin de Andrade Gomes

Adrian Cowell

Sergio Vahia de Abreu

Trechos do diário escrito por Orlando e Claudio Villas Bôas publicados no Correio da Manhã, em fevereiro de 1959

 

Trechos de filmes utilizados no documentário

A Tribo que se Esconde do Homem (Adrian Cowell)

Amazônia, O Bandeirante (Acervo Jean Manzon)

Calapalo (Acervo do Museu do Indio / Funai)

Indios na Aldeia (Noel Nutels)

  

Locução

Ricardo Camargo de Souza Dias e João Batista Acaiabe

 

Ficha Técnica

Brasil – SP; 86’; 2012; cor

Direção: Daniel Santiago

Roteiro: Ricardo Dias, Daniel Santiago, Mariana Fresnot

Direção de Fotografia: Aloysio Raulino e Cleumo Segond

Montagem: Mariana Fresnot

Edição de Som: Alexandre Guerra

Som Direto: Luis Augusto Donola, Francis Cirino

Trilha Sonora: Pedro Salles Santiago, Bruno Roberti

Direção de Produção: Marçal de Souza

Produção Executiva: Daniel Santiago, Denis Feijão, Tatiana Bornato

 

Assessoria de Imprensa de Coração do Brasil

Regina Cintra / Foco Jornalístico – regina@focojornalistico.com.br

Luciana Rocha / Foco Jornalístico – luciana@focojornalistico.com.br  

www.focojornalistico.com.br

 

 

0 comentários

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.