Brasil é único país latino-americano a enviar chefe de Estado para os 50 anos da União Africana

A president Dilma viaja na quinta-feira (23/05) para a Etiópia acompanhada por uma comitiva de ministros
 

O Brasil será o único país da América Latina a enviar chefe de Estado para as comemorações do aniversário de 50 anos da União Africana (que reúne 54 países). A presidenta Dilma Rousseff participará dos eventos, no próximo sábado (25/05), em Adis Adeba, na Etiópia. Os avanços sociais associados ao crescimento econômico fazem do Brasil um dos convidados de honra das celebrações, ao lado da França, União Europeia, China e Índia.

 

Dilma viaja na quinta-feira (23/05) para a Etiópia acompanhada por uma comitiva de ministros, como Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Aloizio Mercadante (Educação), além de empresários e assessores. A presidenta discursa no sábado à tarde. Ela terá uma reunião com o primeiro-ministro da Etiópia, Hailemariam Desalegn, que tem interesse nos programas de desenvolvimento agrícola, de transferência de renda e de educação implementados pelo governo brasileiro.

 

Na América Latina, o Brasil é o país com o maior número de embaixadas na África. No total, são 37 representações brasileiras em países africanos. No Conselho de Segurança das Nações Unidas, apenas a China, os Estados Unidos e a Rússia têm mais embaixadas na África.

 

O diretor do Departamento de África, Nedilson Ricardo Jorge, destacou que a União Africana contribui para a construção da democracia e na busca pelas melhorias econômicas e sociais. Segundo ele, o bloco tem “tolerância zero” contra tentativas de golpes de Estado.

 

O alerta da União Africana atualmente está voltado para a Guiné-Bissau, que teve um golpe de Estado no ano passado e ainda não se estabilizou, a República Centro Africana e Madagascar. Os três países ainda não retomaram a chamada ordem democrática.

 

As preocupações da União Africana atualmente também estão concentradas na promoção do desenvolvimento das redes de transporte, energia e telecomunicações, além da integração econômica, do combate à fome e à pobreza e de incentivos agrícola e rural. Porém, os temas específicos sobre a África serão tratados na Cúpula da União Africana, nos dias 26 e 27, da qual a presidenta não deverá participar.

 

Agência Brasil

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